segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Assim dizia Alfredo Halpern

“Na verdade, eu acho que você pode comer de tudo”.

“Coma arroz e feijão".

“Bebida alcoólica não é o fim do mundo. Alguns trabalhos mostram que faz bem”.

“Olha, eu não sou a favor de se ter regras absolutamente estabelecidas. Aliás, eu sou o criador da dieta dos pontos, com muito orgulho de ter criado, porque permite tudo.”

“Dá pra comer bem, dá pra comer gostoso e dá pra ter saúde”.

“Eu não tenho dúvida nenhuma que a comida que menos engorda é a que você come com garfo e faca e a que mais engorda é o que pega com a mão”.

"Arroz e feijão se completam e têm proteína e todos os aminoácidos essenciais. Vale como uma carne, como um ovo. É uma mistura perfeita."

"Faça pratos coloridos."

domingo, 27 de dezembro de 2015

A virtude de Dilma é a resistência, não a eloquência'


Tenho visto várias pessoas criticarem Dilma Rousseff porque ela é tímida ao discursar, porque não tem uma boa estratégia de comunicação, porque é incapaz de motivar e inflamar a militância, porque se deixou intimidar pela imprensa e etc… Todos estes críticos da presidenta têm uma coisa em comum: a crença de que a política depende totalmente da eloquência, de que a habilidade de produzir discursos é o fundamento do poder.

Em razão disto, resolvi estudar a questão e reproduzo aqui uma lição antiga. Demóstenes e Cícero foram, entre gregos e romanos, os retóricos mais eficientes, audaciosos, graciosos e dramáticos. Ambos chegaram ao poder em razão de suas habilidades discursivas. Ambos caíram em desgraça e morreram porque nem só de discursos é feita a política.

“Parece, pues, haber sido un mismo genio el que formó a Demóstenes y Cicerón, y acumuló en su naturaleza muchas semejanzas, como la ambición, el amor de la liberdad cuando tomaram parte en el gobierno y la cobardía para los peligros y la guerra; con lo que mezcló también muchas cosas de las que son de fortuna; porque no creo que podrán encontrarse outros dos oradores que de obscuros y pequeños hubiesen llegado a ser grandes y poderosos, que hubiesen resistido a reyes y tiranos, que hubiesen perdido sus hijas, hubiesen sido arrojados de su patria y restituídos después com honor; que huyendo después hubieran sido alcanzados por los enemigos, y que en el mismo punto de expirar la liberdad de sus conciudadanos hubiesen ellos perdido a vida; como que si a manera del de los artistas pudiera haber certamen entre la naturaleza y la fortuna, sería muy difícil discernir si aquélla los había hecho más semejantes en las costumbres o ésta en los sucesos.” (Vidas Paralelas, Plutarco, Tomo II, Librería El Ateneo editorial, Colección Clásicos Inolvidables, Buenos Aires – Argentina, 1952, p. 530-531)

Neste exato momento, até mesmo a imprensa que atacou intensamente Dilma Rousseff passou a reconhecer que a popularidade da presidenta foi restaurada, que o Impedimento foi abortado, que a oposição não conseguiu nem derrubá-la, nem chantageá-la, tampouco obrigá-la a renunciar. Dilma enfrentou inimigos fora do governo e dentro dele. Michel Temer quis se agigantar e foi reduzido à miserável condição de um anão decorativo. Eduardo Cunha está mais perto de perder o cargo e de ganhar a prisão do que de conduzir o golpe de estado que arquitetou para conseguir se tornar impune. E até mesmo FHC começou a se enrolar no crime organizado durante seu governo.

Dilma não é uma grande oradora, verdade. Mas ela não é covarde, nem teme os perigos da guerra política. Ao contrário de Demóstenes e Cícero, nossa presidente não fugiu no auge do conflito. A virtude de Dilma é a resistência, não a eloquencia. Ao contrário dos que a criticam porque ela não é capaz de inflamar a militância com discursos arrebatadores, a presidenta provou, na prática, que é preciso muito mais do que belas palavras, frases de efeito e chistes sofisticados para fazer aquilo que João Goulart não fez e para evitar aquilo que foi feito por Getúlio Vargas.

A imprensa, por outro lado, não tem nada a comemorar. Em 2015 derrota do PIG foi avassaladora. E o elemento mais importante desta derrota não foi a oratória de Dilma Rousseff. A chave para entender a vitória da presidenta não está nos discursos dela. Ironicamente, é justamente isto que os críticos de Dilma Rousseff dentro e fora do seu campo ainda não conseguiram entender.Fábio de Oliveira Ribeiro

Tenho visto várias pessoas criticarem Dilma Rousseff porque ela é tímida ao discursar, porque não tem uma boa estratégia de comunicação, porque é incapaz de motivar e inflamar a militância, porque se deixou intimidar pela imprensa e etc… Todos estes críticos da presidenta têm uma coisa em comum: a crença de que a política depende totalmente da eloquência, de que a habilidade de produzir discursos é o fundamento do poder.

Em razão disto, resolvi estudar a questão e reproduzo aqui uma lição antiga. Demóstenes e Cícero foram, entre gregos e romanos, os retóricos mais eficientes, audaciosos, graciosos e dramáticos. Ambos chegaram ao poder em razão de suas habilidades discursivas. Ambos caíram em desgraça e morreram porque nem só de discursos é feita a política.

“Parece, pues, haber sido un mismo genio el que formó a Demóstenes y Cicerón, y acumuló en su naturaleza muchas semejanzas, como la ambición, el amor de la liberdad cuando tomaram parte en el gobierno y la cobardía para los peligros y la guerra; con lo que mezcló también muchas cosas de las que son de fortuna; porque no creo que podrán encontrarse outros dos oradores que de obscuros y pequeños hubiesen llegado a ser grandes y poderosos, que hubiesen resistido a reyes y tiranos, que hubiesen perdido sus hijas, hubiesen sido arrojados de su patria y restituídos después com honor; que huyendo después hubieran sido alcanzados por los enemigos, y que en el mismo punto de expirar la liberdad de sus conciudadanos hubiesen ellos perdido a vida; como que si a manera del de los artistas pudiera haber certamen entre la naturaleza y la fortuna, sería muy difícil discernir si aquélla los había hecho más semejantes en las costumbres o ésta en los sucesos.” (Vidas Paralelas, Plutarco, Tomo II, Librería El Ateneo editorial, Colección Clásicos Inolvidables, Buenos Aires – Argentina, 1952, p. 530-531)

Neste exato momento, até mesmo a imprensa que atacou intensamente Dilma Rousseff passou a reconhecer que a popularidade da presidenta foi restaurada, que o Impedimento foi abortado, que a oposição não conseguiu nem derrubá-la, nem chantageá-la, tampouco obrigá-la a renunciar. Dilma enfrentou inimigos fora do governo e dentro dele. Michel Temer quis se agigantar e foi reduzido à miserável condição de um anão decorativo. Eduardo Cunha está mais perto de perder o cargo e de ganhar a prisão do que de conduzir o golpe de estado que arquitetou para conseguir se tornar impune. E até mesmo FHC começou a se enrolar no crime organizado durante seu governo.

Dilma não é uma grande oradora, verdade. Mas ela não é covarde, nem teme os perigos da guerra política. Ao contrário de Demóstenes e Cícero, nossa presidente não fugiu no auge do conflito. A virtude de Dilma é a resistência, não a eloquencia. Ao contrário dos que a criticam porque ela não é capaz de inflamar a militância com discursos arrebatadores, a presidenta provou, na prática, que é preciso muito mais do que belas palavras, frases de efeito e chistes sofisticados para fazer aquilo que João Goulart não fez e para evitar aquilo que foi feito por Getúlio Vargas.

A imprensa, por outro lado, não tem nada a comemorar. Em 2015 derrota do PIG foi avassaladora. E o elemento mais importante desta derrota não foi a oratória de Dilma Rousseff. A chave para entender a vitória da presidenta não está nos discursos dela. Ironicamente, é justamente isto que os críticos de Dilma Rousseff dentro e fora do seu campo ainda não conseguiram entender.

sábado, 26 de dezembro de 2015

O Brasil e o FMI

Paulo Nogueira Batista Jr.
em O Globo

O Congresso dos EUA finalmente ratificou a reforma do FMI, concluída em 2010. Fiquei contente. Trabalhei muito na montagem desse acordo e a demora dos EUA em ratificá-lo já me fazia temer que ele nunca seria implementado. A reforma do FMI terminaria assim por ter a mesma sorte que a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio.

Demorou mas saiu. O esforço não foi em vão. O Brasil é, depois da China, o maior beneficiário da reforma em termos de aumento de quota e poder de voto.

Quando cheguei ao FMI, em 2007, o Brasil tinha uma quota de 1,4% e era o 18º maior quotista. A reforma de 2008 levou a nossa quota para 1,8% do total e o Brasil subiu para 14º no ranking. Com a entrada em vigor da reforma de 2010, a nossa quota sobe para 2,3% e o Brasil, para 10º no ranking. O aumento acumulado em termos de poder de voto com as reformas de 2008 e 2010 foi o maior obtido pelo Brasil em toda a história do FMI.

A chave para esses resultados foi o diálogo com Dominique Strauss Kahn, na época diretor-gerente do FMI, que compreendia a necessidade de abrir mais espaço para os países de economia emergente. Uma característica importante de Strauss Kahn é que ele cumpria os acordos que fazia. Essa foi a minha experiência, pelo menos.

Em 2007, quando Strauss Kahn era candidato ao cargo de diretor-gerente, combinei que o Brasil votaria nele em troca do compromisso de aumentar a quota brasileira para 1,8% na reforma que seria concluída em 2008. (O então ministro da Fazenda, Guido Mantega, aliás, teve que conter integrantes do governo propensos a anunciar precocemente apoio à candidatura de Strauss Kahn.)

Quando da negociação do passo seguinte — a reforma de 2010 — mostrei a Strauss Kahn que Brasil, EUA, China, Índia e Rússia eram os únicos países que figuravam na lista dos dez maiores tanto em termos de PIB, como de território e população. Ele logo se deu conta de que a reforma teria que ter como um objetivo central colocar as dez maiores economias do mundo — os EUA, o Japão, os quatro grandes europeus, e os quatro Bric — como os dez maiores quotistas do FMI. Para tal, o Brasil precisaria dar novo salto e passar de 14º para 10º. Em fins de 2010, o acordo foi fechado com esse resultado.

A entrada em vigor das quotas negociadas em 2010 é um passo significativo, mas não resolve os problemas de legitimidade do FMI. A transferência de poder de voto dos países avançados para os países em desenvolvimento é modesta, apenas 2,6 pontos percentuais (que se somam à transferência de 2,7 pontos obtidos na reforma de 2008). Os países desenvolvidos ainda contam com ampla maioria e continuarão controlando a instituição. A distribuição de poder decisório no FMI não reflete as mudanças que vêm ocorrendo na economia mundial.

Os próximos passos estão previstos no próprio acordo de 2010. Primeiro: a revisão da fórmula que calcula as quotas para melhor refletir o peso econômico dos países. Segundo: um novo realinhamento de quotas, que permita aumentar a representação dos países em desenvolvimento. O primeiro passo era para ter sido concluído até janeiro de 2013; o segundo, até janeiro de 2014. Ficou tudo atrasado com a demora dos EUA em ratificar a reforma.

Agora é correr atrás do prejuízo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Como usar a tecnologia para se tornar uma empresa sustentável?

Por Tadeu Longo, especialista em EAM e ERP para a Infor

Um número crescente de organizações atualmente está reavaliando como se gerenciam ativos de infraestrutura e equipamentos para minimizar o impacto sobre os recursos naturais, em um esforço para promover a segurança ambiental para as gerações futuras. Essas avaliações levaram a um crescente foco na sustentabilidade e a um novo conjunto de critérios pelos quais os investimentos em ativos e projetos são avaliados. Estes critérios incluem agora a implementação do "triple bottom line approach (tripla abordagem)" - aplicando considerações ambientais, econômicas e sociais aos processos de tomadas de decisão - o que levou às preferências nas classificações Energy Star para construções e equipamentos; normas LEED para projeto e construção de instalações e construção; e classificações Envision para redes de água, esgoto, águas pluviais, vias, parques e construção. 

Para muitas organizações, no entanto, a implementação estratégica dessas iniciativas pode ser difícil. Isso pode ocorrer por causa dos sistemas de tecnologia antigos e divergentes utilizados em suas respectivas organizações, bem como pela falta de dados abrangentes que permitam tomar as corretas decisões ambientais, financeiras e com base na participação pública.

Nos últimos anos, contudo, a tecnologia desenvolveu-se rapidamente, de tal maneira que as organizações não são mais forçadas a viver em ambientes tão discrepantes tecnologicamente. Ferramentas avançadas de gestão de ativos agora podem integrar dados de fontes antes improváveis, como gestão de capital humano, aquisição, licenciamento e inspeções, orçamento e planejamento, assim como a fonte provável de aplicativos de gestão financeira e de inteligência empresarial, entre outros. Combinada com objetivos de sustentabilidade claros, eficazes e realistas, e com uma abordagem em TI ampla e estratégica, essa integração pode permitir a realização do triple bottom line. A gestão de ativos, o atendimento ao cliente, as permissões e outros sistemas necessários para implementar uma iniciativa abrangente de sustentabilidade podem tornar-se realidade através da tecnologia - e essa nova realidade é poderosa.

As organizações podem obter informações sistematicamente com relação à propriedade de infraestruturas, instalações e equipamentos, além de documentar de forma abrangente a condição física de cada ativo; o valor financeiro, os níveis de depreciação e os custos de curto e longo prazo da propriedade; bem como criar as agendas de manutenção corretiva e preventiva necessárias para melhorar as condições e alcançar níveis sustentáveis de operação.

Além disso, à medida que novos empreendimentos privados acontecem na comunidade e enquanto a nova infraestrutura é financiada, os critérios de sustentabilidade podem ser cuidadosamente aplicados aos processos de planejamento, autorização, inspeção e conformidade. Garantias e obrigações de manutenção podem ser precisamente monitoradas, os resultados ambientais podem ser documentados, e os ativos físicos podem ser estabelecidos no âmbito do sistema de registro da gestão de ativos, no mesmo nível das normas financeiras e de serviço dos ativos existentes. E enquanto critérios de sustentabilidade estão intimamente ligados às infraestruturas e equipamentos, tais critérios também podem ser amplamente aplicados a programas de gestão de água, esgoto e águas pluviais, transporte e sistemas de trânsito, bem como para serviços comunitários e de recreação pública. 

Além dos principais benefícios da tripla abordagem, as iniciativas de sustentabilidade também têm benefícios auxiliares. Em anos de restrições orçamentárias, elas permitem comparações objetivas e melhorias no programa de planejamento financeiro - permitindo a manutenção orientada e o investimento em áreas críticas ou negligenciadas, além de fornecer os dados que justificam seus impostos e taxas. Além disso, a preparação e os planos de recuperação para eventuais emergências podem ser melhorados; os serviços contratados ou terceirizados podem ser mais bem planejados, adquiridos e monitorados; o licenciamento e a conformidade normativa para a segurança tornam-se colaborativos e parte da rotina do sistema. Quando as organizações chegarem a este nível, os objetivos elevados de sustentabilidade, resiliência e confiabilidade se tornarão padrões tangíveis pelos quais a organização poderá demonstrar seu sucesso e melhoria contínua, com indicadores-chave de desempenho que demonstram que a comunidade está atingindo seus resultados documentados com relação a realizações econômicas, financeiras, de qualidade da vida e ambientais.

Se uma organização tem seu foco principal em infraestrutura, gestão de água e esgoto, fornecimento de transporte público, ou uma mistura diversificada de equipamentos urbanos, resíduos sólidos, instalações, manutenção de frota e outras atividades, a tecnologia de hoje pode permitir avanços na sustentabilidade que antes eram impossíveis ou extremamente difíceis de obter - e esses esforços estão aqui para ficar. As organizações devem estar equipadas com soluções do século 21 que suportem análise, integração e colaboração avançadas. Em última análise, estes esforços servem como uma estrutura para garantir que as gerações futuras possam usufruir dos recursos naturais que temos hoje e definir uma base para seu crescimento contínuo e sucesso.

Os dez melhores alimentos do planeta

MSN - Nesta altura do ano, é fácil cometer excessos alimentares. E se, depois de festas, ceias e comemorações de Natal e Ano Novo os quilos aparecem na balança, é natural que se pense em equilibrar as coisas nas primeiras semanas de janeiro. A pensar nisso, a empresa britânica Plyvine juntou uma equipa de especialistas em nutrição para elencarem os dez melhores alimentos do planeta. E, ao contrário do que se poderia pensar, nenhum é especialmente sofisticado ou raro. Vamos à lista das “super comidas”, repletas de vitaminas, minerais e nutrientes.

Limão

Apenas um limão médio contém mais de 100 por cento da dose diária recomendada de vitamina C, que ajuda aumentar os níveis de colesterol “bom” e reforçar o sistema ósseo. Os flavonoides encontrados nesta fruta também atuam como poderosos anti-inflamatórios.

Brócolos

Um talo médio de brócolos contém mais de 100 por cento da dose diária de vitamina K e perto de 200 por cento da dose diária de vitamina C. Ambas são essenciais para o reforço do sistema ósseo.

Chocolate preto

Uma dose diária de chocolate preto – com mais de 80 por cento de cacau – pode ajudar a diminuir a tensão arterial. O pó de cacau é rico em flavonoides e anti-oxidantes que combatem o “mau colesterol” e aumentam o “bom”.

Batata

Uma batata média contém perto de 60 microgramas de folato, micronutriente essencial à construção celular, ou seja o mesmo de uma chávena de chá com espinafres ou brócolos. Por sua vez, uma bata doce contém mais de oito vezes a quantidade diária recomendada de vitamina A, essencial para o reforço do sistema imunitário.

Salmão

Uma das maiores fontes de ácidos gordos Ómega 3, que combatem o risco de depressão, doenças cardiovasculares e cancro. Uma dose de 600 gramas contém metade da dose diária recomendada de niacina, que reforça as capacidades de memória e combate demências.

Nozes

É o alimento vegetal que contém uma maior dose de ácidos Ómega 3, importantes no combate ao colesterol e no reforço da saúde da pele. Uma dose média também é útil para aumentar a boa disposição.

Abacate

Rico em gorduras não-saturadas, vários estudos ligam este alimento a um decréscimo de cerca de um quinto nos níveis de colesterol. Um abacate médio contém metade da fibra e 40 por cento dos níveis diários de folato, o que o torna uma ferramenta para a saúde digestiva e cardiovascular.

Alho

É um poderoso aliado da saúde, pois combate as bactérias, incluindo a perigosa E.coli. A alicina, um composto encontrado em doses significativas neste alimento, atua como um poderoso anti-inflamatório, com resultados visíveis nos casos de hipertensão e colesterol alto.

Espinafre

Os espinafres contêm luteína e zexantina, dois anti-oxidantes e potenciadores imunitários ligados à saúde ocular. E estudos recentes mostram que é um dos alimentos mais úteis na dieta de doentes oncológicos.

Leguminosas

Uma dose deste tipo de alimentos – feijão, ervilhas ou lentilhas, por exemplo – quatro vezes por semana pode diminuir em 22 por cento o risco de doenças cardiovasculares. E também ajuda a cortar a incidência do cancro de mama.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Fiscais alertam para os produtos das ceias de fim de ano

Consumidores devem observar selos de qualidade, além dos aspectos de conservação e armazenamento

O ano passou em um piscar de olhos, e já chegou a hora de escolher o cardápio das ceias de Natal e ano novo. Para orientar a população a escolher produtos que estejam aptos para o consumo, fiscais federais agropecuários, responsáveis por zelar pela saúde da população, dão dicas para que as famílias brasileiras comemorem as datas festivas com total segurança alimentar.

Todo produto de origem animal, como peru, chester, tender e peixes, devem ter o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), Municipal (SIM) ou Estadual (SIE). De acordo com o diretor do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Roberto Siqueira Filho, o carimbo indica que o produto foi fiscalizado e está adequado para o consumo. “O selo é a garantia de que todas as exigências de qualidade, durante o processo de produção do alimento até a venda, foram cumpridas”, explica o fiscal.

Mas os consumidores também devem ficar atentos a outros quesitos. “É importante avaliar os aspectos de conservação do alimento, se a embalagem não sofreu adulteração, a validade do produto, e se há sinais de descongelamento”, destaca Siqueira. 

Carne de aves, por exemplo, não deve apresentar manchas de sangue ou áreas arroxeadas. Os pescados, tradicionalmente consumidos no ano novo, quando frescos, devem necessariamente estar cobertos por uma camada de gelo, para garantir a temperatura de segurança (entre 0º e 5º C). Já os congelados, precisam ser mantidos em balcões apropriados, de acordo com as recomendações do fabricante.A carne de suínos não deve ser comprada caso apresente textura úmida, cor escura ou esverdeada. Vale destacar que pequenas bolinhas brancas, duras e cheias de líquido indica a presença do parasita conhecido como “solitária”.

As bebidas, como vinhos, espumantes, cervejas e sucos também merecem atenção. É essencial a presença do registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além dos dados do fabricante, que são obrigatórios. Castanhas, nozes, amêndoas, além de frutas secas e cristalizadas, igualmente precisam de cuidados especiais. A dica é comprar já empacotados, para garantir procedência e armazenamento.


Sobre o Anffa Sindical

O Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de fiscal federal agropecuário, servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entre os profissionais estão engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas, que há mais de 150 anos exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar às famílias brasileiras. Atualmente, existem 2,7 mil fiscais na ativa, atuando nas áreas de fiscalização nos portos, aeroportos e postos de fronteira, campos brasileiros, laboratórios, programas agropecuários, empresas agropecuárias e agroindustriais, relações internacionais e nas cidades, fiscalizando os produtos de origem anima e vegetal e os insumos agropecuários. 

O pré-sal pode ser patrimônio inútil

Delírio estatista do PT atrasa exploração das reservas, corrupção desestabiliza Petrobras e queda do preço do petróleo deve inviabilizar a produção em algumas áreas

POR EDITORIAL O GLOBO
20/12/2015 0:00

Até a descoberta das reservas de petróleo no litoral de Campos, na década de 80, e, mais recentemente, do pré-sal, na costa fluminense e paulista, quedas abissais do preço do petróleo eram festejadas no Brasil, porque o país dependia visceralmente das importações de óleo.

Não se chegou à autossuficiência, apesar de toda a propaganda político-eleitoral em torno do tema, mas a expansão da exploração em Campos e o avanço rumo ao pré-sal elevaram a produção para a faixa dos 2 milhões de barris diários, atendendo parte importante do consumo interno.

O preço internacional passou, então, a afetar os interesses brasileiros em outros aspectos. Um dos principais, a viabilidade comercial de amplas áreas do pré-sal, o “passaporte para o futuro” , como regojizou-se o presidente Lula. Neste sentido, a atual fase de queda vertiginosa das cotações do petróleo preocupa quem imagina ser o pré-sal o bilhete de loteria premiado de que tanto se falou.

No auge da euforia petrolífera, entre o fim do segundo mandato de Lula e a primeira parte do governo inaugural de Dilma, o barril do petróleo estava na faixa dos US$ 100, até alguma coisa acima.

Na história da Humanidade, inúmeras vezes avanços tecnológicos modificaram de forma radical verdades inquestionáveis. Hoje, acontece com o petróleo, a partir do desenvolvimento nos Estados Unidos da tecnologia de obtenção de óleo e gás por meio do fracionamento de determinado tipo de rochas.

Junto com a desaceleração chinesa e mundial, o grande crescimento da produção americana — em junho, com 11 milhões de barris, os EUA passaram a ser o maior produtor mundial, à frente de Arábia Saudita e Rússia — ajudou o petróleo a desabar, fenômeno potencializado pela decisão saudita de abrir as válvulas e derrubar mais ainda as cotações, para garantir mercado e inviabilizar comercialmente a nova fonte americana.

Com isso, também colocou pontos de interrogação diante do pré-sal. Alguns preços de referência de petróleo bateram US$ 37, acima do custo de produção no pré-sal, calculado em junho pela Petrobras entre US$ 40 e US$ 57. Confirma-se que foi erro crasso do lulopetismo, movido a ideologia, suspender por cinco anos os leilões, a fim de instituir o modelo de partilha no pré-sal, com alta intervenção do Estado. Assim , o Brasil perdeu importante janela para atrair bilhões de dólares.

Agora, na atual conjuntura, não há mais interesse no pré-sal brasileiro. Nem a Petrobras tem como tocar a exploração como estabelece a legislação estatista, com 30% obrigatórios de todos os consórcios e monopólio da operação. Se já seria difícil antes do petrolão, hoje, com as finanças da estatal arruinadas pela corrupção, é impossível.

Há, ainda, o sinal de alerta da COP-21 de que a era dos combustíveis fósseis pode ter entrado na reta final. O Brasil, país cuja população envelhece sem que tenha ficado rica, pode ter chegado ao pré-sal tarde demais, até por preconceitos ideológicos. Perda histórica dupla.

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