quarta-feira, 27 de julho de 2011

Brasil conquista primeiro ouro da história na Olimpíada Internacional de Informática


Nesta terça-feira (26) o estudante brasileiro Felipe Abella Cavalcante Mendonça de Souza, da Universidade Federal de Campina Grande, conquistou a primeira medalha de ouro do país na Olimpíada Internacional de Informática (IOI). A entrega da medalha será feita no próximo dia 28 durante a festa de encerramento da 23º edição da IOI, que acontece este ano na Tailândia

Felipe Abella trouxe o primeiro ouro brasileiro da competição (Foto: Divulgação)

Nos dois dias de provas, os participantes tiveram que resolver, sozinhos, quatro problemas computacionais (relacionados essencialmente a algorítmos) em até cinco horas. Para isso, cada estudante precisava criar aplicativos em C, C++ ou Pascal sem a ajuda de ninguém, e no final cada programa era testado e avaliado pelas respostas corretas que davam.

Felipe Abella conquistou 598 pontos de 600 pontos máximos das Olimpíadas, ficando em 3º lugar no ranking geral, o que garantiu ao estudante a medalha de ouro. Acima dele há apenas outros dois estudantes, da Bielorrúsia e da China.

Além do ouro, os outros três integrantes da delegação brasileira também trarão outras três medalhas de bronze para o país. São eles: Caíque Lira (Colégio Farias Brito/Fortaleza), com 327 pontos; Renato Pinto Junior (Colégio Objetivo/São Paulo), com 365 pontos; e Marcos Kawakami (Colégio Etapa/São Paulo), com 360 pontos - todos selecionados pelos seus desempenhos na última Olimpíada Brasileira de Informática.

Com o somatório de pontos, os brasileiros conquistaram uma colocação à frente de países como Inglaterra, França, Canadá, Alemanha, Espanha e Argentina. Saiba mais sobre o evento no site oficial do IOI 2011, em http://www.ioi2011.or.th.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Militantes do PSOL retornam ao PT de Tatuí

Terça-feira, 31 de Maio de 2011
fonte: Informações do site do vereador Vicentão (www.vicentao.com.br)

Em evento com a presença do deputado estadual Hamilton Pereira (PT) no último domingo (29/5), o Diretório Municipal de Tatuí recebeu oficialmente novos filiados em seu quadro. Os professores Carlos Augusto Campos Valio (Cacá), Djalma Benedito Mathias, Márcio Fernandes e Dácio Vieira de Camargo Neto (membro da APEOESP), todos ex-integrantes e fundadores do PSOL, estiveram na Câmara Municipal para se filiar ao Partido dos Trabalhadores.

Por divergências com a antiga direção do PT de Tatuí, o grupo havia deixado o Partido após um longo período de militância e trabalho político-partidário. "Com a mudança de direção e com a ascensão do Marinho à presidência do Partido dos Trabalhadores, o grupo passou a considerar a hipótese do retorno às suas origens ideológicas, hipótese concretizada neste evento", afirmou Cacá.

Na ocasião foi anunciado o lançamento do Setorial de Educação do Partido, órgão anexado ao diretório responsável em ouvir, discutir e fomentar políticas públicas para a educação municipal.

Com cerca de 30 participantes, a mesa foi composta pelo deputado Hamilton Pereira, pelo assessor do deputado federal, líder da bancada na Câmara Federal, Paulo Teixeira, Daniel Lopes, pelo presidente do PT de Tatuí, Mário Luis Rodrigues da Costa, o Marinho, pelo vereador petista, Vicente Menezes, presidente da Câmara de Tatuí, e professor Cacá representando os novos filiados.

Em seus discursos os novos filiados destacaram por unanimidade o empenho da nova executiva do PT em fazer o partido de Lula e Dilma crescer em Tatuí e região, crescimento este em quantidade, mas acima de tudo em qualidade.

Encerrando o evento, Hamilton Pereira destacou as grandes dificuldades encontradas no governo estadual, como o descaso do governo paulista com a educação, apesar do marketing político explorado nas últimas eleições. Ele também parabenizou o PT Tatuiano pela forma que está sendo dirigido e pelas conquistas alcançadas.

Campanha 2013

Foi lançada uma campanha em fevereiro deste ano tem como objetivo alcançar a marca de 2013 filiados. Os eventos deverão de ocorrer mensalmente, como parte das atividades de divulgação e apresentação à militância e à comunidade política.

O próximo evento está agendo para o dia 18 de junho. A direção promete a filiação de um importante empresário de Tatuí, disposto a colocar seu nome a serviço do partido.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Por unanimidade, TSE cassa mandatos do governador e do vice-governador da Paraíba

Por unanimidade, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou nesta quinta-feira a cassação dos mandatos do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice José Lacerda Neto (DEM). Ambos são acusados de utilizar programas sociais para a distribuição irregular de dinheiro, via cheques, em um processo denominado Caso Fac (Fundação de Ação Comunitária).

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, disse que a decisão deverá ser cumprida a partir da publicação do acórdão e cassada também a decisão liminar –que mantém Cunha Lima e Lacerda Neto nos cargos.

Cunha Lima e Lacerda Neto podem ainda recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão. Nesta quinta-feira foi julgado o recurso ingressado pela defesa que tentou garantir a manutenção dos mandatos de ambos, sem risco de cassação. O recurso foi julgado ontem.

Inicialmente, o ministro-relator do processo, Eros Grau, recomendou pela rejeição das sete questões preliminares –levantadas pela defesa– considerando-as improcedentes. Depois, votou pela cassação dos mandatos de Cunha Lima e Lacerda Neto.

“Não há dúvidas que parte do governador a distribuição de cheques”, afirmou o relator. “Há largo abuso do poder político com conteúdo econômico”, disse. “Uma das testemunhas disse que recebeu um cheque e uma mensagem: “Esse é um presente do governador, lembre-se dele. Com os cumprimentos, Cássio Cunha Lima, governador”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro Joaquim Barbosa, alguns dados contidos no processo são “estarrecedores”. Para ele, era fundamental cassar a liminar –que assegura a manutenção de Cunha Lima e Lacerda Neto atualmente nos cargos.

Suspeitas

As suspeitas contra Cunha Lima e Lacerda Neto se referem ao chamado Caso Fac que trata de suposto uso político de programas assistenciais da entidade. De acordo com as investigações contidas no processo, foram distribuídos 35 mil cheques para eleitores de baixa renda.

As irregularidades teriam sido cometidas durante ano eleitoral de 2006, por intermédio de um convênio firmado entre a Fac e o Fundo de Combate à Pobreza. Em janeiro, a PGR (Procuradoria Regional Eleitoral) da Paraíba informou ter encerrado as investigações sobre o possível uso político de programas assistenciais no Estado.

Para o vice-procurador-geral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, houve “desvirtuamento” total da campanha de programas sociais, uma vez que foram gastos mais de R$ 3,5 milhões nos projetos.

De acordo com a Justiça Eleitoral da Paraíba, Cunha Lima deveria ser substituído pelo senador José Maranhão (PMDB) –segundo colocado nas eleições de 2006.
Cunha Lima é alvo de outro processo no TRE-PB (Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba) que também resultou em sua cassação, mas o TSE concedeu liminar para que ele continuasse no cargo.

Na segunda decisão que tirou o governador do cargo, a ação elaborada pelo Ministério Público Eleitoral dizia que Cunha Lima usou o jornal “União”, que é mantido pelo governo, para promoção pessoal e veiculação de propaganda.

Argumentos

Os advogados de defesa de Cunha Lima tentam evitar o processo de cassação por abuso de poder econômico, político e de autoridade –com capacidade de influenciar o resultado das eleições de 2006. O recurso foi encaminhado pela defesa que alega cerceamento de suas atividades.
Em defesa de Cunha Lima, o advogado Eduardo Ferrão negou as acusações contra o governador. Mas admitiu ser tradição do Estado da Paraíba ajudar financeiramente os necessitados, por meio de rubricas.

Já o advogado Fernando Neves, que defendeu os candidatos aos cargos de Cunha Lima e seu vice, afirmou que há depoimentos que mostram a culpa do governador. Segundo ele, houve abusos.

O vice-procurador-geral eleitoral, recomendou que seja negado o recurso ingressado pela defesa do governador. Segundo Pinheiro Filho, houve tentativa de “escamotear” o mérito da questão e “descalabros” que incluíram o chefe de gabinete do governador como “carente”.

terça-feira, 28 de maio de 2002

O escândalo SIVAM

ANDRÉA MICHAEL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O primeiro grande escândalo do governo Fernando Henrique Cardoso, que derrubou um ministro e dois assessores presidenciais, dá seus últimos suspiros. O enterro está marcado para hoje, data da última sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Sivam, instalada para apurar acusações de corrupção e tráfico de influência no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia.

"Fizemos um serviço de Sherlock Holmes. Procuramos, procuramos, mas não achamos nada de novo", declarou o deputado Confúcio Moura (PMDB-RO), relator da comissão.

Em suas conclusões, Moura limitou-se a encaminhar cópia de seu trabalho -um resumo de informações requentadas- ao Ministério Público Federal, que acompanha o caso desde 96 e não denunciou ninguém.

"O governo usou sua maioria e conseguiu mais uma vez abafar esse escândalo", declarou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), responsável pelo requerimento que, em 1996, aprovou a instalação da CPI.

Raytheon
O escândalo do Sivam estourou em 1995, com o vazamento de gravações, feitas pela Polícia Federal, de conversas entre o embaixador Júlio César Gomes dos Santos e o empresário José Afonso Assumpção. Nos diálogos gravados, ambos defendiam os interesses da empresa americana Raytheon, que arrematou, sem licitação, o contrato de US$ 1,4 bilhão do Sivam.

Também acertaram os detalhes de uma viagem do embaixador aos Estados Unidos. Ele foi de carona em um avião do empresário e participou de uma solenidade da Raytheon.

Gomes dos Santos, que na época era chefe do Cerimonial de FHC, foi acusado de tráfico de influência em benefício da empresa, da qual Assumpção é o representante no Brasil.

Também nas conversas surgiu o nome do então ministro da Aeronáutica, brigadeiro Mauro Gandra, que estava na linha de frente das negociações do Sivam. O empresário Assumpção contou ao embaixador que recebera Gandra em sua casa, em Belo Horizonte, por dois dias.

FHC ficou sabendo do caso por intermédio de Francisco Graziano, seu ex-secretário particular no Palácio e que, na época do grampo da PF, era presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Resultado da confusão: Graziano, Gandra e Santos deixaram o governo. E o projeto se transformou em alvo de investigações na Câmara, no Senado e no Ministério Público Federal.

Prioridade
O Sivam é um projeto complexo e tido como fundamental para controlar os 5,2 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia. Quando estiver plenamente implantado, em novembro -a data inicial era julho-, vai monitorar o espaço aéreo e terrestre, produzindo informações para orientar, entre outras ações, o combate ao narcotráfico e ao desmatamento.

Pela sua importância, mas principalmente pelas dores de cabeça que causou ao governo, o Sivam transformou-se em prioridade de FHC para o final de seu segundo mandato.

Com o aval do palácio, o Ministério da Defesa conseguiu aprovar, na Comissão de Orçamento, um crédito suplementar de R$ 360 milhões para o Sivam, um reforço nos R$ 108 milhões previstos inicialmente para 2002.

Quanto aos protagonistas, sua vacância na administração pública durou pouco. Desde 1997, o embaixador Santos mora em Roma. É o representante do Brasil na FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Graziano elegeu-se deputado federal pelo PSDB. Gandra integra os quadros da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, como responsável pela formação de pilotos e gestores de companhias aéreas.

Fraude
As suspeitas sobre irregularidades no Sivam começaram antes mesmo do grampo da PF. A empresa Esca, selecionada também sem licitação para gerir a rede de softwares do Sivam, fraudou guias de recolhimento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Afastada do projeto, a Esca faliu logo depois. Mas seus funcionários formaram uma outra companhia, a Atech, e voltaram a integrar o Sivam.

"A Atech, nacional, foi contratada sem licitação por uma questão de segurança, porque é ela quem vai centralizar as informações colhidas pelos equipamentos. Essa CPI não poderia acabar sem conhecermos as verdadeiras relações dessa empresa com a americana Raytheon", declarou o deputado Chinaglia, que por duas vezes tentou prorrogar os trabalhos da comissão, mas não conseguiu por falta de quórum na sessão.

O fato é que a CPI, esvaziada, não investigou nada relacionado a empresas, sob o argumento de que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União já haviam feito esse trabalho -apesar dessa atuação ainda não ter gerado nenhuma consequência prática para os personagens envolvidos no caso.

A CPI elegeu como alvo o embaixador Santos, que teve seu sigilo bancário quebrado parcialmente. Não houve rastreamento de suas contas no exterior. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que investiga lavagem de dinheiro, alegou que o pedido feito pelos deputados tinha "abrangência incomensurável e bastante genérica".