domingo, 29 de maio de 2016

“Meus amigos que são intelectuais, que são artistas, deixa eu dar uma palavrinha para vocês. Vocês estão tristes com o fechamento do Ministério da Cultura? Procurem o Ministério do Trabalho. Vá arrumar o que fazer. Pare de ficar sugando nas tetas do governo.”

deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP)

Nós vamos pagar o pato do pato, diz Dilma sobre cortes do governo Temer

Presidente afastada declarou que levará ao extremo a denúncia contra o "golpe"


A presidente afastada Dilma Rousseff comentou em entrevista sobre os indícios do governo do interino Michel Temer sobre cortes de investimentos na Saúde e Educaçãodo país, sobre o processo de impeachment, e sobre as dificuldades para realizar uma democratização da mídia e taxar os mais ricos. 

"Já falaram [governo Temer] em acabar com o Mais Médicos, já falaram que o SUS não cabe no orçamento. Depois voltaram atrás", ressaltou Dilma a Monica Bergamo na Folha de S. Paulo, em entrevista publicada neste domingo (29).

Para Dilma, entre cortar custos com áreas importantes para o desenvolvimento do país e criar um imposto, seria melhor criar um imposto. "Para com essa história de não criar a CPMF. Só não destrói a educação e a saúde. Não tira as crianças da sala de aula. É essa a discussão que precisa ser feita e não uma discussão genérica sobre o pato", destacou a presidente afastada.

"Nunca bati na mesa dizendo que eu sei tratar com bandido. Eu não sei tratar com bandido. Eu sei tratar direitinho com movimento social", comentou a presidente afastada

Sobre o plano econômico proposto pelo interino peemedebista e as ações adotadas em seu governo, Dilma destacou que 2015 foi um "ano terrível", que exigiu todo o esforço para não ter corte em programa social. "Nós assumimos [a proposta de se recriar] a CPMF, sem pudor", comentou. "Nós nunca entramos nessa do pato [símbolo criado pela Fiesp para protestar contra aumento de impostos]. Aliás, o pato tá calado, sumido. O pato tá impactado. Nós vamos pagar o pato do pato, é?", questiona Dilma.Abrir mão de investimento em Educação é volta ao passado

Questionada se a maior traição teria vindo de Michel Temer, Dilma respondeu: "óbvio". "E não foi no dia do impeachment. Foi antes. Em março. Quando as coisas ficaram claríssimas", indicou. "Você sempre acha que as pessoas têm caráter. Eu diria que ele [Michel Temer] não foi firme. Tem coisas que você não faz", completou Dilma Rousseff.

Dilma também comentou que não concorda com as medidas anunciadas na semana passada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. "Gosto mais do Meirelles no Banco Central que no Ministério da Fazenda. Pelo menos até agora", apontou. "Não sei se é dele essa ideia de propor o orçamento base zero [que só cresce de acordo com a inflação do ano anterior]. Mas não é possível num país como o nosso, não ter um investimento pesado em educação. Sem isso, o Brasil não tem futuro, não. Abrir mão de investimento nessa área, sob qualquer circunstância, é colocar o Brasil de volta no passado."

Questionada sobre o projeto econômico defendido na campanha de 2014, e o implementado depois, a presidente afastada respondeu: "Quando é que o pessoal percebeu que tinha uma crise no Brasil, hein? A coisa mais difícil foi descobrir que tinha uma crise no Brasil", disse. "Me mostra a oposição falando que tinha crise no Brasil! Ninguém sabia que o preço do petróleo ia cair, que a China ia fazer uma aterrissagem bastante forte, que ia ter a pior seca no Sudeste."

Crise econômica e Eduardo Cunha

De acordo com Dilma Rousseff, o país teve que enfrentar a combinação de uma crise econômica com "uma ação política deletéria". No meio disso, tentativas do governo para lidar com a situação foram impedidas no Congresso, por políticos da oposição e do centro político, "este liderado pelo senhor Eduardo Cunha".

"Pior: propuseram as "pautas-bomba", com gastos de R$ 160 bilhões. O que estava por trás disso? A criação de um ambiente de impasse, propício ao impeachment. Cada vez que a Lava Jato chegava perto do senhor Eduardo Cunha, ele tomava uma atitude contra o governo. A tese dele era a de que tínhamos que obstruir a Justiça."

"Fazer acordo com Eduardo Cunha é se submeter à pauta dele. Não se trata de uma negociação tradicional de composição. E sim de negociação em que ele dá as cartas", aponta Dilma, destacando que nunca deixou que Cunha indicasse ministro da Justiça e assessores da subchefia da Casa Civil, por onde passam todos os decretos e leis.

"Podem falar o que quiserem: o Eduardo Cunha é a pessoa central do governo Temer. Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura. Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha", alertou, acrescentando que o governo Temer vai ter que "se ajoelhar".

Processo de impeachment e golpe

Dilma Rousseff também comentou sobre a adoção do termo "golpe" para se tratar sobre o impeachment que a afastou do governo. Além da questão da ausência do crime de responsabilidade que justificasse de fato o processo, a presidente afastada apontou para o fato de que outros golpes, ao longo da história, eram tipicamente militares, mas que isso mudou hoje em dia. 

"E eu vou levar até o extremo essa contradição. Sinto muito, sabe, sinto muuuuito se uma das características deste golpe é detestar ser chamado de golpe", frisou Dilma. 

"As razões do impeachment estão ficando cada vez mais claras", disse Dilma sorrindo à jornalista, na parte da entrevista que foi publicada ainda no sábado (28). E elas não têm nada a ver com seis decretos ou com Plano Safra [medidas consideradas crimes de responsabilidade]."

"Fernando Henrique Cardoso assinou 30 decretos similares aos meus. O Lula, quatro. Quando o TCU disse que não se podia fazer mais [decretos], nós não fizemos mais. O Plano Safra não tem uma ação minha. Pela lei, quem executa [o plano] são órgãos técnicos da Fazenda", completou, afirmando que acredita ainda ser possível barrar o impeachment no Senado, principalmente devido aos detalhes que têm surgido sobre as motivações reais para a aprovação do impedimento.

"As conversas [com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgadas na imprensa] provam o que sistematicamente falamos: jamais interferimos na Lava Jato. E aqueles que quiseram o impeachment tinham esse objetivo. Não sou eu que digo. Eles próprios dizem", alegou Dilma.

Para Dilma, além de servir como algo para barrar as investigações da Lava Jato, o impeachment também serviu para "colocarem em andamento uma política ultraliberal em economia e conservadora em todo o resto". 

Impostos para os mais ricos e democratização da mídia

Questionada sobre a antiga bandeira do PT de taxar os mais ricos, projeto que não foi adiante, a mandatária afastada apontou que tal projeto, assim como a democratização da mídia, não passa do Congresso. Ela criticou a concentração da mídia no Brasil. "Não é possível ter o controle oligopolista da mídia."

"Tentamos aprovar o imposto sobre lucros e dividendos e juros de capital próprio. E perdemos, querida. Não passa no Congresso. É que nem a democratização da mídia. Eu fui fiadora da democracia. Não tive a menor tentação de reprimir ninguém em 2013 [durante as manifestações]", indicou Dilma. 

"Eu falei duas vezes durante a campanha e uma vez depois [sobre democratização da mídia]. Diziam: manda uma lei. Eu vou mandar uma lei para perder, é? Porque uma das coisas que o senhor Eduardo Cunha dizia para quem quisesse ouvir é que ele tinha feito uma negociação e que essa proposta não passaria."

Ela também fez referência à recente manifestação de Michel Temer, que bateu na mesa dizendo que sabia lidar com bandidos, em meio a protestos de movimentos sociais na frente da casa do peemedebista. "Nunca bati na mesa dizendo que eu sei tratar com bandido. Eu não sei tratar com bandido. Eu sei tratar direitinho com movimento social. Ele, a gente respeita", ressaltou.

sábado, 28 de maio de 2016

PEQUENA BIOGRAFIA DE UM GRANDE PATIFE



O personagem é Gilmar Mendes, ou como o trata o PHA, Gilmar Dantas.

Não há cronologia porque o período de pilantragem é muito extenso, assim como também se trata de um relato muito resumido, fatos que demandariam um longo estudo, digno de uma tese de doutorado.

# Gilmar nasceu em Diamantino, MT, em 1955, de família abastada e com vários membros na advocacia e na política; seu pai foi da Arena, apoiou o golpe militar e foi prefeito da cidade, o que pode justificar o ódo violento que Gilmar tem dos pobres, das minorias e de todos os que defendem essas camadas mais vulneráveis socialmente;

# Gilmar foi assessor e um ardoroso defensor de Fernando Collor, mesmo quando era evidente que o ex-presidente não tinha o mínimo respeito pela constituição nem pela moralidade do serviço público (Correio da Cidadania);

# Gilmar também assessorou Nelson Jobim, no escritório deste, na iniciativa de tentar anular a demarcação de terras indígenas, e em duas ações foi derrotado no STF;

# Quando Jobim era Ministro da Justiça os latifundiários voltaram à carga, e Gilmar prepara então um decreto que foi assinado pelo presidente Cardoso concedendo uma indenização aos invasores de áreas indígenas que tinham sido obrigados a recuar das invasões (Cardoso insiste sempre que seu governo foi honesto e que “não sabe de nenhuma falcatrua”. Zomba cinicamente da memória do povo.);

# em 31/08/2001 o presidente Cardoso (é assim que Clinton se refere a seu “político de estimação”), através da MP 2316-37, confere à AGU o status de ministério, desta forma blindando Gilmar contra possíveis ações do MPF (e uma mão lava a outra);

#Gilmar já era sócio-proprietário do Instituto BrasilAntecedentesiense de Direito Público na época em que chefiava a AGU, o que era vedado pela Lei Orgânica do Ministério Público;

# segundo a revista Época, em 2002, ainda como chefe da Advocacia Geral da União, Gilmar pagou com dinheiro da mesma a importância de R$ 32.400,00 para que seus auxiliares fizessem curso no instituto de sua propriedade;

# em 2002 Gilmar concedeu liminarmente (nas RCLs 2.138 e 2.186) a prerrogativa de foro privilegiado, mesmo após terem deixado o cargo de ministros, a José Serra, Pedro Malan e Pedro Parente (as blindagens que acertou com FHC), situação que vigorou por 14 anos, sendo cassada apenas em 15/03/2016 (e o que fez o STF neste tempo todo?);

# logo após a proposição de Cardoso em encaminhar à análise do Senado a nomeação de Gilmar para o STF, choveram críticas ao ato. Exemplificamos com palavras do famoso jurista e professor Dalmo de Abreu Dallari. “Gilmar é figura conhecida na comunidade jurídica, não só por ocupar o cargo de advogado-geral da União, mas, sobretudo, por suas reiteradas posições contrárias ao Direito, à Constituição, às instituições jurídicas e à ética que deve presidir as relações entre personalidades públicas” (vê-se isso permanentemente nas sessões do STF pelas agressões e ofensas a seus colegas da corte, de profissão e mesmo a qualquer pessoa que lhe desagrade. É famosa a altercação com Joaquim Barbosa, como também uma recente com Lewandowsky). Continua o Dr. Dallari: “Um fato importante e ocultado pelo presidente Cardoso é que em razão de ofensas anti-éticas Mendes está sendo processado criminalmente, o que o impede de ser indicado para membro do STF”. Nada aconteceu e, como Cardoso tinha maioria no Senado, Gilmar passou na sabatina e foi nomeado para o STF em 20 de junho de 2002;

# Gilmar está denunciado como envolvido no caso do “mensalão tucano”, tendo recebido a importância de R$ 185 mil do esquema, conforme denúncia documentada e em posse da PF de Minas, entregue pelo criminalista Dino Miraglia Filho, advogado da modelo Cristiana Ferrera, também ligada ao esquema e assassinada num flat em Belo Horizonte (Portal Metrópole);

# Gilmar rouba de sua própria empresa, fazendo um excesso de retiradas para cobrir festas e jantares (sic). Processado por seu sócio, o ex-procurador-geral da República, Inocêncio Mártires Coelho, consegue que o processo tramite em segredo de justiça. Faz acordo para a suspensão do processo, pagando R$ 8 milhões, conseguido com um empréstimo bancário. (capa da revista Carta Capital, coluna de Elio Gaspari e jornal O Globo);

# Gilmar tinha intensa ligação com o corrupto ex-senador Demóstenes Torres

(que posava por paladino da ética) e, por meio dele, também com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, flagrados em escutas da PF na “Operação Monte Carlo” (mais de 300 conversas em um ano). Em mais um ato ridículo do Congresso com respeito à CPI aberta em abril de 2013 para investigar a operação, o relatório com mais de 4 mil páginas do deputado Odair Cunha, do PT/MG, que indiciava 46 pessoas, foi desprezado, e um relatório alternativo do deputado Luiz Pitiman do PMDB/DT, de duas páginas, sem indiciar ninguém, foi aprovado. (Globo, G1);

# Gilmar viajava com Demóstenes num jato fretado por Carlinhos Cachoeira (Portal Metrópole);

# numa das gravaçõe da PF entre Demóstenes e Cachoeira, o primeiro informa ter acertado que Gilmar puxaria para o STF uma ação contra a Celg (Companhia Energética de Goiás) e que conseguiria um redução de metade do valor devido. Pesquisando o site do STF, descobrimos que em 15/08/2011, na reclamação constitucional ajuizada pela Celg, Gilmar, monocraticamente, reconhece a mesma e julga procedente, determinando a remessa dos autos da Justiça de Goiás para o STF;

# a revista Carta Capital revela em 2009 que o instituto de Gilmar presta serviços a vários órgãos públicos, com ingerência lobística do proprietário, tendo faturado mais R$ 3 milhões no período;

# Gilmar pediu indenização por danos morais contra a revista Carta Capital, representado por advogados de seu instituto, que foi negada pela juíza da 34ª Vara Cível de São Paulo;

# Guiomar Mendes, mulher de Gilmar, se aposentou e foi trabalhar no escritório de Sergio Bermudez no Rio de Janeiro, advogado de Daniel Dantas (informação de Monica Bergamo na Folha de São Paulo);

# Gilmar deu dois habeas corpus para soltar o banqueiro Daniel Dantas quando preso na operação Satiagraha;

# entre 2009 e 2011, dos 608 mil reais gastos pelo STF com esposas dos ministros (que beleza!), 437 mil foram gastos com viagens da mulher de Gilmar, 20 delas ao exterior (R$ 22 mil por viagem);

# Gilmar gosta de viajar, e no dia 23 de junho foi a Belo Horizonte, sozinho, no helicóptero do grande amigo Aécio (na realidade o aparelho é do governo de Minas e não se presta ao uso de pessoas estranhas ao mesmo, mas amigo é para estas coisas);

# o ex-presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso (estado de Gilmar e de toda a sua família, de advogados e juízes), José Riva, é o corrupto considerado o maior ficha-suja do país, respondendo a mais de 100 ações por corrupção e improbidade, só uma delas de 60 milhões de reais por desvios em compras em papelaria, e Gilmar concedeu liminar para soltá-lo;

# Gilmar também deu habeas corpus para o médico Roger Abdelmassih em dezembro de 2009, após apenas 4 meses de prisão, o qual tinha uma pena de 278 anos por abuso sexual no consultório em pacientes sedadas – o criminoso fugiu para o exterior logo após o HC;

# Gilmar é campeão de habeas corpus polêmicos, e, além dos já citados concedidos aos corruptos Dantas e Riva e ao psicopata Abdelmassih, foram agraciados, entre outros, Maluf, filhos de Maluf, Celso Pitta, Naji Nahas;

# Gilmar votou no STF (o único) a favor da doação de empresas para as campanhas eleitorais, depois de segurar o processo por um ano, o qual já tinha nove votos contrários;

# Gilmar votou contra a lei de Ficha Limpa;

# quando filiados do PT fizeram uma coleta para pagar multas dos condenados no “mensalão”, Gilmar declarou achar esquisito os valores aparecerem logo e questionou se não seria lavagem de dinheiro, ofendendo assim milhares de cidadãos (ofender e agredir é a postura comum de Gilmar), manifestação imbecil por quem demonstra não ter grau de cultura compatível com o cargo e desconhecer um dos mecanismos de defesa descritos por Ana Freud, no caso o denominado PROJEÇÃO, mecanismo no qual a pessoa projeta em outro(s) seus defeitos (eduquim em 04/02/2014);

# na recente festa de aniversário de Kátia Abreu, Gilmar – sem a compostura própria que deveria ter um ministro do STF, descontrolado e aos berros (alcoolizado?) – chamou Lula (ausente) de bêbedo e o advogado Kakay de comunista (colunista Ilimar Franco, o Globo).



Vou parar por aqui porque começo a ter uma sensação de náusea. Muito nojo. Depois de digitar tudo isso, vejo que há ainda na minha mesa inúmeras folhas de registros que extraí da Internet. A biografia é enorme. Há muita coisa recente, que talvez eu use num próximo artigo. Mas fico pensando, estupefato, como é que tanta patifaria pode ter sido cometida por um sujeito que ocupa uma cadeira na mais alta corte da justiça do meu país. É inacreditável. É inconcebível. Será que todos os jornais citados, todas as revistas, os sites, os blogs, os dados do próprio STF mentem? E seus pares, o que sentem com a presença de Gilmar entre eles? Se a imprensa e toda a área jurídica sabem desses fatos, o que fazem a respeito os demais ministros? Nada? Por quê? Há que existir uma explicação! E o presidente do STF, que é também o presidente do Conselha Nacional de Justiça, o que faz? Desde que Gilmar foi empossado tivemos vários presidentes: Mauricio Correa, Nelson Jobim, Ellen Gracie, o próprio Gilmar, Cézar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa e agora Ricardo Lewandowsky. Todos são responsáveis por esta excrescência e têm uma dívida com a nação. Só resta ao Brasil, agora, uma atuação de Lewandowsky. Cumplicidade, respeito, medo? E pensar que está nas mãos de Gilmar os destinos da pátria, pela decisão de quem assumirá a presidência da república: Dilma ou Temer. Triste país, triste Brasil, triste pátria. Se Lewandowsky lavar as mãos só restará o povo na rua, principalmente os jovens e as mulheres, para o sacrifício inevitável, para a doação do próprio sangue em face da corrupção do Poder Legislativo e a inércia do STF.

Quadro comparativo do Brasil de 2002 com o de 2013, em todas as áreas. Informe-se para votar consciente


Tirado de: http://blogdomello.blogspot.com.br/2014/09/quadro-comparativo-do-brasil-de-2002.html?m=1

Com este quadro você vai ter argumentos baseados em dados, com fontes seguras e oficiais (especificadas ao final), para conversar com amigos e familiares e assim conseguir fazer uma comparação entre os governos Lula e Dilma e os anteriores, que as candidaturas Marina e Aécio querem trazer de volta.

É isso que está em jogo: a continuidade do governo de mudanças Lula-Dilma ou a volta ao passado. Compare.

O BRASIL REAL - DE 2002 A 2013
Por Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira. Fonte: Pátria Latina


1. Produto Interno Bruto: 
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões 

2. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público: 
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil: 
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos: 
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola: 
2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto: 
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa: 
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados: 
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego: 
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras: 
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras: 
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano: 
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo: 
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:
2002 - 13ª
2014 - 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2012 – 8,5%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30. Capacidade Energética: 
2001 - 74.800 MW
2013 - 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais: 
Governos Lula e Dilma - 18
Governo FHC - zero

36. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma - 214
Governo FHC - 11
De 1500 até 1994 - 140

37. Desigualdade Social: 
Governo FHC - Queda de 2,2%
Governo PT - Queda de 11,4%

38. Produtividade: 
Governo FHC - Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma - Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:
2002 - 34%
2012 - 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 - 15%
2012 - 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 - 0,669
2005 - 0,699
2012 - 0,730

42. Mortalidade Infantil:
2002 - 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 - 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:
2002 - R$ 28 bilhões
2013 - R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:
2002 - R$ 17 bilhões
2013 - R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior: 
2003 - 583.800
2012 - 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):
2002 - 1.446
2013 - 224

47. Operações da Polícia Federal:
Governo FHC - 48
Governo PT - 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:
2003 - 100
2010 - 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria

FONTES:
47/48 - http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 - http://www.washingtonpost.com
42 - OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 - índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 - Ministério da Educação
13 - IBGE
26 - Banco Mundial

transcrito do Blog do Mello

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Novo Abalo Político no Brasil: é Hora da Mídia Começar a Dizer “Golpe”?

(To read the English version of this article, click here.)


O PAÍS ACORDOU HOJE com a notícia das secretas e chocantes conversas envolvendo um importante ministro do recém-instalado governo brasileiro, que acendem uma luz a respeito dos reais motivos e agentes do impeachment da presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff. As transcrições foram publicadas pelo maior jornal do país, a Folha de São Paulo, e revelam conversas privadas que aconteceram em março, apenas semanas antes da votação do impeachment na Câmara. Elas mostram explícita conspiração entre o novo Ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o antigo executivo de petróleo Sergio Machado – ambos investigados pela Lava Jato – a medida em que concordam que remover Dilma é o único meio para acabar com a investigação sobre a corrupção. As conversas também tratam do importante papel desempenhado pelas mais poderosas instituições nacionais no impeachment de Dilma, incluindo líderes militares do país.

As transcrições estão cheias de declarações fortemente incriminadoras sobre os reais objetivos do impeachment e quem está por trás dele. O ponto chave da conspiração é o que Jucá chama de “um pacto nacional” – envolvendo as instituições mais poderosas do Brasil – para empossar Michel Temer como presidente (apesar de seus múltiplos escândalos de corrupção) e terminar com as investigações uma vez que Dilma fosse removida. Segundo a Folha, Jucá diz que o Impeachment levaria ao “fim da pressão da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.”

Não está claro quem é o responsável pela gravação e pelo vazamento da conversa de 75 minutos, mas a Folha reportou que elas estão atualmente nas mãos do Procurador Geral da República. Jucá é líder do PMDB, partido do presidente interino Michel Temer, e um de seus três homens de confiança. Novas revelações serão provavelmente divulgadas nos próximos dias, tornando mais claras as implicações e significados destas transcrições.

As transcrições contêm duas revelações extraordinárias que podem levar toda a imprensa a considerar seriamente chamar o que aconteceu no pais de “golpe”: um termo que Dilma e seus apoiadores vem usando por meses. Quando discutia a conspiração para remover Dilma como um meio de finalizar a Lava Jato, Jucá disse que as forças armadas do Brasil apoiam a conspiração: “Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir.” Ele disse ainda que os militares “estão monitorando o MST,” o movimento rural de trabalhadores que apoia os esforços do PT pela reforma agrária e redução da desigualdade, e que liderou protestos contra o impeachment. 

A segunda revelação – e talvez mais significante – é a declaração de Jucá de que assegurou o envolvimento de juízes na Suprema Corte do Brasil, a instituição apontada pelos defensores do impeachment como salvaguarda da credibilidade do processo e utilizada para negar a teoria do golpe. Jucá afirmou que “tem poucos caras [no STF]” a quem ele não tem acesso. O único ministro da Suprema Corte que ele alega não ter contato é Teori Zavascki, que foi apontado por Dilma e de quem – notavelmente – seria impossível obter apoio para barrar a investigação (a ironia do impeachment é que Dilma protegeu a investigação da Lava Jato da interferência daqueles que querem impedi-la). As transcrições também mostram ele dizendo que “a imprensa quer tirar ela,” e que “essa porra não vai parar nunca” – falando sobre as investigações – até que ela saia.

As transcrições fornecem provas para quase todas as suspeitas e acusações expressas há tempos pelos oponentes do impeachment a respeito daqueles que conspiram para remover Dilma do poder. Durante meses, os apoiadores da democracia brasileira defenderam dois argumentos sobre a tentativa de remoção da presidente democraticamente eleita: (1) o propósito principal do impeachment de Dilma não era acabar com a corrupção ou punir os corruptos, mas justamente o oposto: proteger os verdadeiros corruptos dando-lhes poder com a saída de Dilma e, logo, permitindo que terminassem com as investigações da Lava Jato; (2) os defensores do impeachment (liderados pela oligarquia midiática nacional) não têm qualquer interesse em limpar o governo, mas tomar o poder que jamais conquistariam democraticamente, para então impor uma agenda de direita e a serviço das oligarquias, que a população brasileira não aceitaria.

As duas primeiras semanas do recém-instalado governo de Temer mostram grandes evidências para ambos os argumentos. Ele nomeou vários ministros diretamente envolvidos em escândalos de corrupção. Um importante aliado que vai liderar a coalização de seu governo na Câmara dos Deputados – André Moura – é um dos políticos mais corruptos do país, alvo de múltiplas investigações criminais, não só por corrupção mas também por tentativa de homicídio. O próprio Temer está profundamente implicado em casos de corrupção (ele enfrenta a possibilidade de se tornar inelegível pelos próximos oitos anos), e está correndo para implementar uma série de mudanças de direita e orientadas para as oligarquias do país, que o Brasil jamais permitiria democraticamente, inclusive medidas, como detalhado pelo Guardian, para “suavizar a definição de escravidão, reverter a demarcação de terras indígenas, cortar programas de construção de casas populares e vender ativos estatais em aeroportos, serviços públicos e os correios”.

Mas, ao contrário dos acontecimentos das últimas semanas, essas transcrições não são meras evidências. Elas são provas: provas de que as principais forças por trás da remoção da Presidente entenderam que removê-la era o único meio de se salvarem e de evitarem que sejam responsabilizados por sua própria corrupção; provas de que os militares brasileiros, as principais organizações de mídia, e sua Suprema Corte foram conspiradores ativos na remoção da presidente democraticamente eleita; provas de que os agentes do impeachment viam a presença de Dilma em Brasília como garantia de que as investigações da Lava Jato continuariam; provas de que nada daquilo tinha a ver com a preservação da democracia brasileira, mas com sua destruição.

Por sua parte, Jucá admite que essas transcrições são autênticas mas insiste que foi tudo um mal-entendido e que seus comentários foram retirados do contexto, chamando isso “also banal.” “Aquela conversa não é um pacto sobre a Lava Jato. É um pacto sobre a economia […] É um pacto para se tirar o Brasil da crise,” disse ele em uma entrevista, nesta manhã, ao blogger de política do UOL Fernando Rodrigues. A explicação não é minimamente razoável à luz do que ele disse na gravação, bem como da explícita natureza conspirativa da conversa, na qual Jucá insiste numa série de encontros particulares, em detrimento de encontros em grupo, para evitar suspeitas. Líderes políticos já estão pedindo seu afastamento do governo.

Desde a instalação de Temer como presidente, o Brasil tem visto intensos e crescentes protestos contra ele. A mídia brasileira – que vem tentando desesperadamente glorifica-lo – tem evitado a publicação de pesquisas por algumas semanas, mas os últimos dados mostrar que Temer tem apenas 2% de apoio e que 60% da população querem seu impeachment. A única pesquisa recentemente publicada mostrou que 66% dos brasileiros acreditam que os legisladores votaram pelo impeachment em benefício próprio – uma crença reforçada pelas transcrições – enquanto apenas 23% acreditam que foi em prol do país. Ontem, em São Paulo, a polícia colocou barricadas na rua onde fica a residência de Temer por conta de milhares de manifestantes que se dirigiam ao local; a polícia usou mangueiras e gás lacrimogêneo para dispersar os protestos. O anúncio do fechamento do Ministério da Cultura levou artistas e simpatizantes a ocupar secretarias de cultura em todo o país em protesto, o que forçou Temer a reverter a decisão.

Photo: Andre Penner/AP

Até agora, o The Intercept, como a maioria da mídia internacional, se absteve de usar a palavra “golpe” apesar de ter sido (como muitas outros meios de comunicação) profundamente crítico da remoção antidemocrática de Dilma. Estas transcrições compelem a um reexame desta decisão editorial, particularmente se não surgem evidências para pôr em questão a razoabilidade do significado das declarações de Jucá ou seu nível de conhecimento. Um golpe parece, soa e cheia exatamente como esta recém revelada conspiração: assegurando a cooperação dos militares e das instituições mais poderosas para remover uma presidente democraticamente eleita por motivos egoístas, corruptos e ilegais, para então impor uma agenda a serviço das oligarquias e rejeitada pela população.

Se o impeachment de Dilma continua inevitável, como muitos acreditam, essas transcrições tornarão muito difícil a permanência de Temer. Pesquisas recentes mostrar que 62% dos brasileiros querem novas eleições para eleger seu presidente. Esta opção – a opção democrática – é a solução mais temida pelas elites do Brasil, porque elas estão apavoradas (com bons motivos) com a possibilidade de que Lula ou outro candidato que as desagrade (Marina Silva) possam ganhar. Mas essa é a questão: se, de fato, é a democracia que está sendo combatida e aniquilada no Brasil, é hora de começar a usar a linguagem apropriada para descrever isso. Estas transcrições tornam cada vez mais difícil para as organizações de mídia evitarem fazê-lo.

Quem aparece na conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado


Diante de mais um escândalo, o país não precisa de explicações, e sim de verdades


A inesperada viagem do presidente interino Michel Temer no domingo (22) de São Paulo para Brasília poderia ser justificada: o jornal Folha de S. Paulo já teria entrado em contato não só com o ministro Romero Jucá e sua assessoria sobre a gravidade da denúncia que iria publicar no dia seguinte. Temer também teria sido avisado e, por isso, teria se deslocado para Brasília.

A gravação, se verdadeira, está sendo vista por analistas políticos com gravidade, pois revelaria a forma de coagir o presidente do Senado e o próprio ex-presidente José Sarney de aderirem ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Romero Jucá

Como se subentende nos relatos, a gravação foi feita no curso do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Deduz-se então é que naquele momento, o presidente do Senado Renan Calheiros estaria em desacordo com o processo de impeachment, daí porque entra o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado no processo. Sendo homem de Renan Calheiros, segundo o noticiário da Operação Lava Jato, ele poderia chantagear o presidente do Senado para que ele mudasse sua posição e facilitasse o impeachment naquela Casa.

Segundo as conclusões de alguns analistas lendo a transcrição da gravação, daí a necessidade do entendimento entre o ex-presidente José Sarney, Sérgio Machado e Renan Calheiros. Vale lembrar que Sarney nunca teve boas relações com o PSDB.

Por fazer parte do grupo de Sarney e de Renan Calheiros, o ministro Edison Lobão deve ter sido aconselhado pelo mesmo grupo a votar pelo impeachment, não se preocupando em ser um dos mais acusados na Lava Jato, pois a condição era de que no governo Temer tudo acabaria.

Com mais esta profunda desestabilização num momento em que o país enfrenta a sua maior crise política, e quando se depositava todas a expectativas no presidente interino Michel Temer, qual esperança que resta ao país? Ainda mais quando vêm à tona as graves ilações, se a gravação for verdadeira, que Romero Jucá fez da relação entre o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha e Michel Temer. Qual seria a repercussão disso para o povo?

O ministro Romero Jucá já poderia ter estancado a crise não declarando que não tem medo, mas se afastando e indo para a tribuna exigir do governo do qual faz parte a apuração do vazamento da gravação, e questionando as declarações graves de Sérgio Machado, que estranhamente até agora não se pronunciou. Romero Jucá deveria se oferecer à Procuradoria-Geral da República para ser intimado a prestar esclarecimento, com seus direitos de defesa garantidos, se for verdadeiro que esse documento está em poder da PGR.

E por que até agora o PSDB e o senador tucano Aécio Neves não promoveram uma ação judicial para garantir não só que o que é dito é mentira, como também seriam criminosas as declarações que supostamente afirmam como se elege um presidente da Câmara?

E ainda diante de todos esses fatos, se verdadeiros, por que Sérgio Machado não está convidado coercitivamente a prestar esclarecimentos sobre esses fatos que desestabilizam ainda mais um país que já está tão débil?

O curioso e o que pode comprometer é que os personagens centrais desses escândalos foram todos do PSDB - Delcídio do Amaral, Romero Jucá e Sérgio Machado. Já tendo sido tucanos, poderiam conhecer todo este esquema, ainda mais levando-se em consideração as acusações de pagamento de propina que pesam na Lava Jato sobre o ex-presidente do PSDB Sergio Guerra, morto em 2014.

Com certeza o Supremo Tribunal Federal vai se manifestar, como fez no caso do senador cassado Delcídio do Amaral por ter usado o nome daquela Corte. 

O que o país espera agora? Não são mais explicações, e sim a certeza do que é verdade e do que é mentira.