domingo, 27 de março de 2016

Cai a máscara de Moro; ao se recusar investigar oposição, ele assume ser parcial


Walter Santos é publisher da Revista NORDESTE e do Portal WSCOM

27 de Março de 2016


Brasil247 - De repente, não mais do que de repente – como repetia o Poeta, o noticiário político no Brasil começa a ser tomado por insuspeitas reportagens pontuando uma sequência de acusações de desvios de recursos através de Lista da Odebrecht envolvendo os principais lideres da Oposição – Aécio, Serra, Alckmin, Cássio, Roberto Freire, Paulinho da Força, etc, todos sem exceção – os mesmo que clamam Ética ao PT e a Lula, agora diante do beneficio processual com a decisão do Juiz Sérgio Moro de não mais querer investigá-los levando o magistrado a assumir assim postura Parcial deplorável no trato judicante, algo já identificado ao longo da Operação Lava Jato.

ARGUMENTO PÍFIO

O Juiz alega ter tomado a decisão de poupar os lideres da Oposição sob o argumento de que não tem como determinar se os pagamentos na Lista de contabilidade paralela da Odebrecht a mais de duzentos políticos são ilegais ou não, embora nesta famosa relação recusada por Moro exista ainda denúncia de repasse de R$ 15 milhões ao “Mineirinho” – atribui-se ser Aécio Neves -, durante a campanha presidencial.

Mas, dentro da obviedade processual presumida, por que o Douto Juiz não quis proceder com investigações a fundo contra os lideres de Oposição no mesmo nível do que processara na relação com o PT e o ex-presidente Lula?

Por que esta conduta parcial, flagrantemente desprovida de razão? Por que, enfim, não investiga Aécio e todos os relacionamento na Lista?

ACUSAÇÕES MUITO GRAVES

Não precisa ser Expert em Contabilidade para identificar que de todos os documentos apreendidos pela Lava Jato nenhum tem mais consistência mais profunda e detalhada do que a Lista oferecida pela Odebrecht ao Juiz relator da Lava Jato, que insiste em recusar a delação premiada tão defendida por ele ao longo do processo – cenário este que desvenda atitude incompatível com mister judicante.

Ao se manter desta forma, ainda levando em conta as ações ilegais que cometera em vários momentos da Operação anteriormente, cada vez mais Moro perde a condição de Magistrado isento, portanto, já não desfruta de mesmas condições morais para se manter à frente da Lava Jato.

Pelo enredo processante, o Juiz não estava disposto a agir com senso de Justiça em todos os níveis e sim ser o Carrasco contra o PT e, sobretudo Lula, cuja missão a serviço de outros interesses – em especial prender Lula - ao que tudo indica ele não conseguirá o intento.

Em síntese, Moro não é Juiz isento e isto afasta definitivamente a aura de Justiceiro.
Tudo faz crer e o leva mais à condição de Perseguidor, ator de uma trama que começou há anos para extinguir Lula e o PT – algo que não conseguirá, assim como não conseguiu o ex-Ministro Joaquim Barbosa.

UM DETALHE A DESVENDAR A OPERAÇÃO ABAFA

Está lá no Blog “Do Cafezinho” expondo números impressionantes envolvendo os partidos de Oposição. Diz o site:

“Um internauta se deu ao trabalho de cruzar os números da planilha da Odebrecht com os dados do TSE. O resultado, segundo ele, explica porque a mídia e a Lava Jato resolveram abafar a planilha. O cruzamento revela que PMDB e PSDB, somados, omitiram de suas declarações a cifra de R$ 8 milhões em doações. O PT, em oposição, teve redução do valor legalmente declarado de R$ 336,00.”

Trocando em miúdos, com os novos fatos registrados a Operação Lava Jato acabou, perdeu de vez o sentido e destinação legal.

ÚLTIMA

“Onde houver trevas/ que eu leve a luz...”

Você sabe o que faz um Celebrante?

Profissional realiza cerimônias, principalmente casamentos, de forma personalizada e com foco no ser humano. Entenda mais!

Com a mudança de hábitos na sociedade, as novas formas de união e até mesmo a economia, há uma forte tendência de casamentos serem realizados em espaços de eventos, principalmente pela dificuldade de deslocamento, grandes distâncias, segurança, e outros motivos. Todos esses fatores combinados abriram espaços para celebrações não religiosas (ou não totalmente). Hoje, é notável que as celebrações laicas estão crescendo a cada dia, pois são voltadas para o ser humano, para a história das pessoas envolvidas e não somente o casal, mas também, eventualmente, amigos e parentes que podem ter feito parte e mereçam ser citados durante a cerimônia. 

Em função desse novo cenário, surge o Celebrante, que é o profissional apto a realizar cerimônias, geralmente casamentos e bodas, de forma personalizada. O objetivo é que a cerimônia corresponda à história dos noivos, ressalte curiosidades e afinidades. O discurso realizado pelo celebrante pode ter um viés mais religioso ou neutro, falando apenas de amor, companheirismo, romantismo, etc. Esse tipo de profissional é muito contratado por diferentes tipos de casais: noivos de religiões diferentes, homoafetivos, divorciados/separados, que já têm vida em comum e decidem oficializar a união ou simplesmente casais que não querem um casamento no formato tradicional (cartório, igreja, festa) e desejam realizar uma cerimônia personalizada e diferente.

Respeitando a crença de todos os presentes na cerimônia, em seu trabalho, o Celebrante não aborda aspectos doutrinários de uma religião específica. Os discursos normalmente tratam da importância do relacionamento entre os seres humanos e da união romântica, destacando aspectos exclusivos e positivos de cada casal.

Crescente demanda

Já uma forte tendência nas principais capitais brasileiras, mas, ainda pouco conhecida em cidades do interior, essa profissão vem ganhando cada vez mais destaque justamente em função das mudanças sociais e culturais. Hoje, já existe uma demanda para esse tipo de serviço, que, aos poucos, vem crescendo. Ainda que haja uma incidência maior nos meses de Maio e Setembro, casamentos acontecem ao ano inteiro. De olho nesse mercado, muitas pessoas têm buscado profissionalização como celebrante e investindo nesse trabalho como uma nova carreira. É o caso de Iracema Nogueira, que depois de décadas trabalhando como publicitária, queria lançar-se ao um novo desafio. Ela relata que, durante toda sua vida profissional, teve a felicidade de se dedicar a atividades que lidavam com a emoção. Primeiramente, trabalhou como atriz, locutora e dubladora. Em seguida, passou a atuar em produções de cinema, produção de som para cinema e televisão, e, por último, como produtora de comercias para TV. "Em cada uma dessas etapas, o que sempre me encantou foi a possibilidade de colocar algo de mim, da minha alma, das minhas emoções", destaca.

Com vontade de explorar ainda mais o campo da emoção, Iracema decidiu buscar um novo tipo de trabalho, no qual pudesse colocar toda a sua sensibilidade aguçada. Ingressou então no mundo dos casamentos, buscou formação como cerimonialista e, mais recentemente, descobriu sua vocação para celebrar cerimônias. Novamente buscou treinamento e aprendizado junto aos Celebrantes mais experientes de São Paulo. Após muita leitura, pesquisas e dedicação, Iracema ganhou confiança para assumir, de corpo, alma e principalmente coração, a responsabilidade de celebrar casamentos. Hoje, já como celebrante atuante, Iracema tem direcionado seu trabalho à realização de cerimônias inesquecíveis, cuja lembrança acompanhará os noivos por toda a vida. 

Iracema revela que, antes tomar a decisão e assumir o compromisso de ser uma Celebrante, precisou passar por um processo de muita reflexão, pois tem total consciência da responsabilidade de seu trabalho: conduzir cerimônias de casamento com maestria. "O casamento é um rito de passagem muito especial. Muitas vezes é tido como o momento da maior importância na vida de um ser humano. Por isso, tem que ser único, inesquecível, e é aí que moram o meu maior desafio e motivação: fazer com que os noivos levem em suas memórias, pelo resto das suas vidas, a emoção daquele momento. E isso só é possível se eu colocar minha alma e meu coração ao contar a história deles", destaca. 

A profissional ainda ressalta que o surgimento e ascendência do trabalho de Celebrante não deve ser tido como uma ameaça ou competição às cerimônias tradicionais. “Nós celebrantes não queremos substituir as cerimônias religiosas já enraizadas em muitas famílias. Trabalhamos exclusivamente para atender uma demanda já existente, ou seja, uma parcela de casais que não se identificam com as celebrações tradicionais e desejam um casamento com o foco principal no ser humano, ou seja, na história do encontro de duas pessoas que decidiram compartilhar a vida”, explica.

Personalização

O trabalho de um Celebrante, obrigatoriamente, pela própria atividade, tem um tom pessoal, pois os resultados dependem de como o celebrante irá conduzir todo o processo, desde a “leitura”, que é feita a partir da história dos noivos, até a forma como o celebrante irá desenvolvê-la e contá-la durante a cerimônia. Ou seja, cada profissional imprime o seu próprio estilo e qualidades. Nesse sentido, ao procurar contratar o trabalho de um celebrante, além das experiências anteriores, os noivos precisam avaliar se o perfil de cada profissional combina com o estilo do tipo de cerimônia que visualizam. 

Iracema Nogueira tem um perfil menos formal do que o comumente encontrado na maioria dos celebrantes, e, com isso, cria cerimônias mais criativas e cativantes. No entanto, apesar de sua desenvoltura, não deixa de prezar por uma postura respeitosa e profundamente responsável em relação aos noivos e aos convidados. Responsabilidade e paixão para compreender, envolver-se, emocionar-se, escrever e contar a história de pessoas reais. Essas são as principais características de Iracema Nogueira como Celebrante. 

Número de casamentos no Brasil

Uma pesquisa da Fundação Seade, divulgada no final de 2015, revelou que mais de 280 mil pessoas se casaram no civil em 2013 no Estado de São Paulo, o maior número dos últimos 30 anos. Foram em média 768 novos matrimônios por dia. De acordo com a fundação, a maior facilidade para o divórcio, o estímulo aos casamentos coletivos estão entre as causas do aumento de casamentos. O reconhecimento da união estável de pessoas do mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal, em 2011, é apontado como outro motivo importante. Entre os casamentos registrados em cartório, em 2013, de acordo com a fundação, 1.966 correspondiam a uniões homoafetivas, 0,7% do total. Nesta categoria, a maior parte dos casais é do sexo feminino (53,5%). O sexo masculino representa 46,5% das uniões. 

Já em 2014, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou 1.106.440 casamentos em 2014, o que representou um aumento de 5,1% em relação a 2013. Em números absolutos, isso representa 53.993 casamentos a mais de um ano para outro. O número de casamentos homoafetivos no País, em 2014, também aumentou em 31,2%. Foram 1.153 uniões homoafetivas a mais que em 2013. No total, os casamentos homoafetivos representaram 0,4% do total de casamentos efetuados no Brasil.

Dados referentes ao ano de 2015 ainda não foram divulgados pelos institutos de pesquisa.

Contatos
Iracema Nogueira Celebrante
Celular/whatsapp: (11) 99983-2180


Assessoria de imprensa Celebrante Iracema Nogueira
Rodrigo Carvalho - Jornalista - MTB 55734
Mestre em Comunicação e Especialista em Marketing
Fones: (14) 32328557 / (14) 98216-1030

sexta-feira, 25 de março de 2016

STF deve barrar impeachment sem crime de responsabilidade

ATUALIZADO EM 24/03/2016 - 18:51

do Empório do Direito

Por Alexandre Gustavo Melo Franco de Moraes Bahia, Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira e Paulo Roberto Iotti Vecchiatti

Em meio ao turbilhão em que se encontra o país em razão de protestos sociais contra e a favor do Governo Federal, a questão jurídica que envolve o processo de impeachment tem ficado em segundo plano. Contudo, uma questão simplesmente fundamental tem sido ignorada em todos os debates acerca do tema, que mais se transformaram em “guerra de opinião” entre duas torcidas organizadas, a favorável e a contrária à destituição da Presidente da República. Trata-se da diferença fundamental entre Presidencialismo e Parlamentarismo, que está na essência (na natureza jurídica) do instituto do impeachment.[1]

No Presidencialismo, as figuras de Chefe de Governo e Chefe de Estado encontram-se unificadas na mesma pessoa, enquanto no Parlamentarismo tais funções são exercidas por diferentes pessoas. O(A) Chefe de Governo parlamentarista é quem exerce as funções equivalentes ao(à) Presidente da República no presidencialismo no tocante às atribuições deste na condução da política e da Administração Pública. Aqui entra a diferença fundamental entre ditos regimes de governo, a saber, a forma em que pode ser destituído(a) o(a) Chefe de Governo.

No Parlamentarismo, temos o instituto do voto de desconfiança, pelo qual o(a) Primeiro(a) Ministro(a) pode ser derrubado(a) apenas pela perda de confiança do Parlamento. Ou seja, perdido o apoio da base aliada ou em razão de uma grave crise política, pode o Parlamento derrubar o(a) Chefe de Governo, para que outra pessoa exerça essa função (a forma de escolha varia de acordo com a legislação de cada país). E é importante assinalar: aprovada a desconfiança, não só cai o Primeiro Ministro, como o próprio Parlamento, para que novas eleições sejam realizadas. Já no Presidencialismo, temos o instituto do impeachment, que não é sinônimo de voto de desconfiança e isso por uma simples razão: exige-se que o(a) Presidente tenha cometido algum crime de responsabilidade para que ele(a) possa ser destituído(a) da Presidência da República – e porque neste caso se trata de um “crime” e não de mera questão política, o(a) Presidente é retirado de seu cargo e assume o Vice-presidente, além do que os membros do Parlamento permanecem com seus mandatos intocados. 

Pedem renúncia para evitar constrangimento de me tirar de forma ilegal e criminosa, diz Dilma

Sexta-feira, 25 de março de 2016 às 10:00


Em conversa com correspondentes de jornais estrangeiros, a presidenta Dilma garantiu que nada foi encontrado sobre ela que justifique a cassação de seu mandato conquistado nas urnas e reforçou estar sendo vítima de um “golpe constitucional”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff concedeu, nesta quinta-feira (24), uma longa entrevista a jornalistas de veículos de comunicação estrangeiros, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em mais de 1h40 de conversa, Dilma voltou a refutar veementemente a possibilidade de renunciar ao cargo e reforçou estar sendo vítima de uma tentativa de “golpe constitucional”, por meio do processo de impeachment em análise na Câmara dos Deputados –que, segundo ela, começou como uma estratégia do presidente da Casa, Eduardo Cunha, para “ocultar os seus próprios problemas”.

Depois de um ano e quatro meses sendo investigada “devida e indevidamente”, Dilma garantiu que nada foi encontrado que justifique a cassação de seu mandato conquistado nas urnas. “Podem me virar dos avessos. E é esse o problema. Por que eles pedem que eu renuncie? Por que eu sou mulher, frágil? Eu não sou frágil, não foi isso a minha vida. Sabe por que pedem que eu renuncie? Para evitar o imenso constrangimento de tirar uma presidenta eleita, de forma indevida, de forma ilegal, de forma criminosa”, afirmou.

Presa aos 19 anos quando militava contra a ditadura militar, a presidenta lembrou da tortura para assegurar que não desistirá da luta nesse momento de tensão do País. “Lutei naquela época em condições muito mais difíceis. Vou lutar agora nas condições extremamente favoráveis. É a democracia do meu País, é ela que me dá força. Então, eu não renuncio, não. Para me tirar daqui vão ter que provar que eu tenho de sair”, garantiu.

Dilma argumentou aos jornalistas que um impeachment sem provas do cometimento de crime de responsabilidade representaria uma ruptura da ordem democrática, com consequências drásticas para o futuro do País. Ela lembrou que as chamadas “pedaladas fiscais”, operações orçamentárias para a manutenção de programas sociais, foram utilizadas por outros presidentes, sem que houvesse qualquer questionamento, e que as contas do governo referentes a 2015 ainda não foram sequer entregues para análise. “Esse golpe, que rompe a normalidade democrática, ele pode não ter consequências imediatas, mas ele deixará uma marca na vida política brasileira, forte. Por isso nós temos de reagir, por isso nós temos de impedir, e por isso entendo a palavra de ordem do pessoal que me apoia: ‘Não vai ter golpe’”, acrescentou.

A presidenta também voltou a criticar a gravação e vazamento pela Justiça Federal no Paraná de conversas suas com o ex-presidente Lula, que deveriam ter sido remetidas para o Supremo Tribunal Federal (STF), único órgão competente para determinar investigação contra a Presidência da República. Para ela, a violação ilegal da privacidade atenta contra o Estado de Direito. “A democracia tem isso, você não pode sacrificar um pedaço dela e achar que ela fica inteira”, pontuou.

Dilma também demonstrou preocupação com a atuação politizada e partidarizada de alguns juízes.“Juiz tem de ser imparcial; juiz não pode julgar com as paixões políticas, por isso ele é vitalício, por isso ele não pode ser demitido pelo governo, ele não pode pressionado pelo governo, ele tem autonomia. É isso que diz a nossa Constituição”, observou.

Lula no governo e pacto por reformas
Em outro trecho da conversa com os jornalistas, a presidenta Dilma voltou a defender a nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, e acusou aqueles que tentam impedir sua posse de agir para evitar o fortalecimento do governo. Ela garantiu, no entanto, que nenhum esforço será suficiente para evitar que Lula auxilie na estabilização política e econômica do País: “Ou ele vem como ministro, ou ele vem como meu assessor, isso eles não podem impedir. Ou ele vem de um jeito, ou vem do outro. Nós traremos o presidente Lula para nos ajudar no governo”.

Durante a conversa, Dilma defendeu a tolerância com as posições divergentes em relação ao cenário político do País. “A gente tem de escutar as ruas, mas escutar as ruas não significa – e não pode significar – usar as ruas para estimular a violência, para estimular a restrição à livre manifestação e ao livre pensamento das pessoas”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Sobre as especulações de que a nomeação de Lula teria o objetivo de lhe garantir imunidade contra investigações, a presidenta foi enfática. “Supor que o presidente Lula viria aqui para se proteger é uma coisa que só pode passar na cabeça de alguém que queira criar problema onde não tem. Mas que proteção estranha! Porque um ministro não está protegido de investigação. Pelo contrário, ele é investigado pela Suprema Corte, diretamente se usa a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. Tanto é assim que a investigação do presidente da Câmara, que tem foro especializado, é uma investigação que ninguém pode questionar, ou pode?”, questionou, lembrando que como ministro, além de continuar sendo investigado, Lula perderia o direito de recorrer a instâncias superiores.

Dilma reforçou que conta com a habilidade de articulação política e a experiência administrativa do ex-presidente para chegar, após a superação da crise, “sem ruptura democrática”, a um pacto pela reforma política. “Do jeito que está o sistema político brasileiro, nós vamos ter sistemáticas crises”, sentenciou a presidenta. “Em alguns países você precisa de três partidos para a governabilidade, certo? Aqui, no Brasil, eu acho que precisa de três, no máximo, cinco. Hoje no Brasil nós temos de ter 14, 13, 12. O sistema político brasileiro não corresponde às necessidades e à complexidade da economia e da sociedade brasileira”.

Para a presidenta, outras reformas que o Brasil necessita, como a reforma tributária, dependem inicialmente desse pacto político, que restabeleça a confiança e evite que disputas partidárias levem ao agravamento da situação econômica, como tem ocorrido desde o ano passado como as chamadas “pautas bomba” no Congresso.

Ainda assim, segundo Dilma, apesar da confluência de fatores que prejudicou o País nos últimos anos, como o fim do ciclo de valorização das commodities, a queda do preço do petróleo e a seca em diversas regiões do País, a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação. “Nós saímos de um déficit na balança comercial de quatro [US$ 4 bilhões] e fomos para um superávit de 19,6 [US$ 19,6 bilhões]. E nós já estamos, em torno de 30 [US$ 30 bilhões] de superávit anualizado neste mês. Então, o Brasil começou a se mexer. Ele vai se mexer, ele vai continuar”, disse, antevendo que a crise econômica pode ser superada até o fim do ano, caso haja uma distensão no cenário político.

Manifestações, tolerância e inclusão social
Outro tópico que foi alvo de preocupação de Dilma Rousseff foi o cenário de manifestações pró e contra o governo e a radicalização de opiniões políticas no País. A presidenta defendeu a liberdade de expressão e manifestação, mas alertou para a necessidade de tolerância com as posições divergentes. “A gente tem de escutar as ruas, mas escutar as ruas não significa –e não pode significar– usar as ruas para estimular a violência, para estimular a restrição à livre manifestação e ao livre pensamento das pessoas”, disse Dilma, adicionando: “Você não pode utilizar manifestação na porta da casa das pessoas para constrangê-las. Não se pode fazer isso com ministros, não se pode fazer isso com deputados. Isso está errado, isso não é método democrático. Isso, de fato, é método fascista de atuação”, criticou.

“Nós não somos um povo intolerante. Você olha que nós temos um tempo grande de vida política, partidária, no País. Você nunca teve um momento de tamanha intolerância, de tamanha estigmatização de pessoas”.

No entanto, a presidenta disse acreditar que as bases para a paz social no Brasil existem. “Elas não estão rompidas. O Brasil não é um país em insurreição”, afirmou. Para Dilma, esse processo passa pela continuidade das políticas de inclusão social e redução das desigualdades. “Mesmo se você considera que o fim da miséria é só um começo. Quando a pessoa sai da miséria, ela quer mais coisas, ela quer melhores serviços, ela quer acesso a bens culturais, com toda razão, porque é o que nós queremos. Por que eles vão ser diferentes? Só por que saíram da pobreza? A base do país não é uma base explosiva, não tem uma diferença religiosa. Nós não temos conflito étnico, nós somos um país que sempre cultuou a paz”, analisou.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Por que o Brasil vive um golpe de Estado (Renato Rovai)

Se um dia você encontrar alguém que se diga golpista, não perca tempo. Tire fotos com ele, organize um evento, divulgue aos quatro cantos. É mais fácil encontrar uma cachoeira no deserto do que um golpista na face da terra.

Os golpistas são sempre outra coisa.

Pinochet nunca admitiu ser golpista.

Ele se dizia um democrata que derrotou a ditadura comunista de Allende e lutou contra terroristas.

Em nome daquilo que chamava democracia, Pinochet matou aproximadamente 4 mil pessoas e torturou 40 mil.

O Chile chora até hoje Vitor Jarra e Isabel Parra, entre tantos outros que foram vítimas daquela assassino.

Mas a queda e a morte de Allende foram saudadas em editorial de O Estado de S. Paulo, como também o foi o golpe de 64.

Mas Pinochet é só um deles.

Franco também nunca se assumiu golpista.

O general derrubou o governo da Frente Popular de Esquerda, eleito em 1936, e transformou a Espanha num caos por décadas.

Uma das obras primas de Picasso é o Guernica, que retrata muito do que foi aquela Guerra Civil.

Mas, claro, Franco não foi um golpista.

Ele era um democrata que tirou o país da mão dos comunistas e dos terroristas e que levou à morte 400 mil espanhóis.

Sim, podemos falar do Brasil.

Os golpistas daqui, tanto em 54 como em 64, sempre se apresentaram como salvadores da pátria do comunismo e da corrupção. E defensores da democracia.

Levaram Getúlio ao suicídio e derrubaram Jango, com os mesmos argumentos.

E para isso sempre fizeram tudo do mesmo jeito.

Sempre tiveram apoio da OAB, mesmo tendo boa parte advogados se manifestando contra a posição da entidade.

Sempre contaram com os principais veículos de comunicação.

Sempre tiveram maioria no Congresso.

Sempre invadiram sindicatos.

Sempre atacaram sedes de partidos políticos.

Sempre tiverem milhares e milhares nas ruas para defendê-los.

Sempre atacaram estudantes e universidades que ousassem resistir, como fizeram agora na PUC.

Sempre tiverem a polícia ao lado deles.

Sempre tiverem apoio de governadores, como Carlos Lacerda e Ademar de Barros. E agora como Geraldo Alckmin.

Sempre tiveram artistas e pseudo-intelectuais para defendê-los no jogo da opinião pública, mesmo sendo ampla minoria neste setor.

Sempre tiveram apoio de empresários e de entidades como a Fiesp.

Sempre tiveram boa parte do judiciário.

Sempre tiveram apoio dos EUA e de países ditos democráticos que querem o Brasil como um grande quintal.

Sempre tiveram bandidos botando terror nas ruas e ameaçando quem pensasse diferente deles.

Sempre falaram em corrupção.

Sempre perseguiram lideranças populares, principalmente as que pudessem derrotá-los em eleições.

Eles são os mesmos de sempre.

São golpistas.

Mas eles vão sempre dizer que não.

Como lobos, se apresentam cordeiros.

E por isso um golpe você descobre nos detalhes e não na declaração de quem o realiza.

O Brasil vive hoje um golpe de estado.

golpistas / Beto Richa

Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), integra o listão da propina da Odebrecht e é citado pela terceira vez em casos de corrupção; estaria o tucano, por isso, habilitado a ganhar música no programa global Fantástico; governador do PSDB teria amealhado junto a Odebrecht R$ 200 mil em 24 de setembro de 2010, sem prestação de contas ao TSE; Richa já é réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou investigação de cobrança de propina na Receita Estadual do Paraná (dinheiro teria abastecido reeleição); tucano também tem governo envolvido no roubo de recursos que seriam destinados à construção de escolas (Operação Quadro Negro); governador Beto Richa é um dos entusiastas do golpe contra o mandato da presidente Dilma Rousseff. - Esmael Moraes

Texto de Magna Novais

"Então, estudei muito, o bastante para saber que quando as caravelas por aqui chegaram, trouxeram todo o tipo de bandido para colonizar o Brasil. Depois, fatiaram o país e criaram as capitanias hereditárias, algumas vivas até hoje na mão da família Sarney. 

Em seguida, um REI, fugindo de Napoleão Bonaparte, abandona Portugal à própria sorte e vem ser imperador ´por essas bandas, fundando o Banco do Brasil com dinheiro roubado dos cofres de lá.

Estudei o suficiente para saber que no século XVIII enforcaram e esquartejaram um cara que lutava por liberdade e que foi condenado através do que chamaríamos hoje de delação premiada. Sei também de um outro cara, que em Canudos quis recomeçar com sua comunidade, implantou um sistema autossuficiente onde todos podiam plantar, colher, trabalhar e que as tropas da recém criada república dizimaram, não sobrou uma única pessoa viva em canudos. 

Estudei o bastante também para saber que a abolição da escravatura não foi nada além de uma jogada de mercado, influenciada e financiada pelos cofres ingleses e que a proclamação da república não foi um ato de reconhecimento do clamor do povo, mas uma jogada de gabinete que levou os militares ao poder pela primeira vez. Não esqueçamos que nosso primeiro presidente da república foi um marechal. 

Depois disso, sei também que até 1930, paulistas e mineiros se alternavam no poder, numa clara afronta à democracia até que Getúlio Vargas toma o poder, não nos levando a uma democracia, mas a uma ditadura até 1945 quando finalmente as pessoas puderam votar e o elegeram presidente, e ele acabou morrendo sendo chamado de o "maior corrupto da história" e até hoje a História se divide entre os que acreditam e os que não acreditam nisso. 

Em seguida João Goulart, que lutava pela reforma agrária, reforma política, melhores condições de trabalho, defesa do 13º salário, foi deposto pelos militares como o "maior corrupto da História do Brasil. Então mergulhamos em 21 anos de ditadura, de mortos, desaparecidos políticos, famílias dizimadas pela fome, falta de comida no super pra comprar, inflação de 83% ao mês, fim das liberdades políticas para o cidadão, corrupção na construção da Transamazônica, do Riocentro, desvios já na Petrobrás, concessões de rádio e TV para algumas poucas famílias, entre elas os Marinho, enriquecimento ilícito de empresários, financiamento de golpes no Chile e no Uruguai através de bancos estadunidenses......dinheiro na mala.....e por aí vai..... 

Com o fim da ditadura, vieram os gatilhos do Sarney e então enfrentávamos inflação entre 70 e 73% ao mês. Até que chegou o "caçador de marajás" que renunciou sob denúncias de caixa 2 na campanha, tráfico de influência e cassação da poupança. 

Chega a vez do intelectual governar por 8 anos o país e vieram as privatizações, 100 bilhões desviados da Petrobrás e que segundo o seu herói juiz Moro, "não vem ao caso". A venda da Vale do Rio Doce para a Samarco sob fortes indícios de irregularidades que nunca foram investigadas, que foram arquivadas. 

Sei também, através de meus estudos, que só em 1995, governo FHC, 5.000.000 de nordestinos morreram de fome, mas tudo bem, é no nordeste né? Por isso Betinho saiu pelo Brasil na campanha Brasil sem fome. Internacionalmente, tinha governante que achava que o Brasil ficava na África por sermos semelhantes aos países mais pobres daquele continente. E ninguém bateu panela por isso. 

Ninguém bate panela pelos 55.000 jovens negros mortos pela polícia todos os anos, ninguém bate panelas pelo fim do estupro das mulheres (1 a cada 13h no Brasil), ninguém bate panela pelos índios mortos no Pará e no Mato Grosso pelos latifundiários do gado, ninguém bate panela pedindo e prisão de Aécio Neves, já citado na lava jato 4 vezes em diferentes delações. Ninguém bate panela pedindo a aceleração do processo de afastamento de Eduardo Cunha da câmara de deputados. Ninguém bate panela pela prisão de Paulo Maluf. Ninguém vai pra rua pedir justiça pelo pedreiro ou pela doméstica negros mortos covardemente pela polícia. 

Batem panela e vão para a rua contra as cotas que colocaram os negros em ambiente branco, nas universidades. Batem panela contra os 36.000.000 de brasileiros que saíram da extrema pobreza, tirando o Brasil do mapa da fome mundial. Batem panela contra o Prouni, batem panela para o Luz para Todos que levou energia elétrica para o sertão, batem panela contra a transposição do São Francisco, que começou este ano a levar água para os confins do nordeste. Batem panela para o Minha Casa Minha Vida, que deu um pouco de moradia digna para quem vivia em condições subumanas. Batem panela para o crédito rural que baixou o juro para o pequeno agricultor. Batem panela para os 4 anos de IPI 0% na compra de automóveis. Batem panela para o Ciência sem Fronteiras que está levando nossos universitários para complementarem seus estudos nas melhores universidades do mundo. Batem panela para a Polícia Federal livre para investigar, e só por isso Lula está sendo investigado. 

Enfim, não defendo a pessoa do Lula, até porque NADA foi provado, TUDO ainda está sendo investigado e se for comprovado ele será sim julgado, independente da instância. Defendo tudo o que a massa de manobra da Globo e da elite raivosa está querendo comprometer. Defendo um projeto de país livre do FMI, um projeto que tem muito a avançar, porque ainda há muito o que fazer, na segurança, educação, saúde que estão sim, muito precárias, mas que se a gente não tivesse perdendo tempo na frente do Jornal Nacional, poderíamos estar lutando para arrumar. Porque um executivo que tenta trabalhar com um legislativo podre como o nosso é como uma mãe que trabalha o dia inteiro pros filhos jogarem a comida da panela fora só para bater no fundo. 

Não confundam as coisas. Não defendo bandido, mas também não lambo bota de uma elite que não odeia, ela terceiriza o ódio e é isso que vemos agora. Tem gente que sai de camiseta vermelha na rua e apanha dos que vestem a camiseta da corrupta CBF, enquanto os que não aguentam mais ficar longe do poder estão sentadinhos na frente do Bonner tomando seu scoot 12 anos. Sim, a casa grande surta quando a senzala aprende a ler, e a gente aprendeu, e se tivermos que cair, vamos cair lutando, porque sabemos a diferença entre sermos os coitadinhos e os protagonistas da História. 

Não aceitamos mais as migalhas dos caridosos, queremos justiça social e é isso que os poderosos não estão aguentando, pobre protagonizando sua história. Pobre em aeroporto, pobre comprando carro, pobre comprando casa, filho de pedreiro virando médico, pobre indo a restaurante.....etc.....como disse a socialite Danuza coxinha Leão "Não tem mais graça ir a Paris porque agora você encontra o porteiro do prédio lá".....e isso incomoda, e muito. Sim, eu estudei, e gostaria de ter dois cérebros, para estudar ainda mais!!!"