terça-feira, 8 de março de 2016

Polícia Federal confirma abertura de inquérito contra sonegação da Globo!



O CAFEZINHO - Agora já temos um número e um delegado responsável. É o inquérito 926 / 2013, e será conduzido pelo delegado federal Rubens Lyra.

O chefe da Delegacia Fazendária da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Fabio Ricardo Ciavolih Mota, confirmou à comitiva do Barão de Itararé-RJ que o visitou hoje: o inquérito policial contra os crimes fiscais e financeiros da TV Globo, ocorridos em 2002, foi efetivamente instaurado.

Os crimes financeiros da TV Globo nas Ilhas Virgens Britânicas foram identificados inicialmente por uma agência de cooperação internacional. A TV Globo usou uma empresa laranja para adquirir, sem pagar impostos, os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

A agência enviou sua descoberta ao Ministério Público do Brasil, que por sua vez encaminhou o caso à Receita Federal. Os auditores fiscais fizeram uma apuração rigorosa e detectaram graves crimes contra o fisco, aplicando cobrança de multas e juros que, somados à dívida fiscal, totalizavam R$ 615 milhões em 2006. Hoje esse valor já ultrapassa R$ 1 bilhão.

Em seguida, houve um agravante. Os documentos do processo foram roubados. Achou-se uma culpada, uma servidora da Receita, que foi presa, mas, defendida por um dos escritórios de advocacia mais caros do país, foi solta, após conseguir um habeas corpus de Gilmar Mendes.

Em países desenvolvidos, um caso desses estaria sendo investigado por toda a grande imprensa. Aqui no Brasil, a imprensa se cala. Há um silêncio bizarro sobre tudo que diz respeito à Globo, como se fosse um tema tabu nos grandes meios de comunicação.

Um ministro comprar uma tapioca com cartão corporativo é manchete de jornal. Um caso cabeludo de sonegação de impostos, envolvendo mais de R$ 1 bilhão, seguido do roubo do processo, é abafado por uma mídia que parece ter perdido o bonde da história.

Nas "jornadas de junho", um grito ecoou por todo o país. Foi talvez a frase mais cantada pelos jovens que marchavam nas ruas: "A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura".

A frase tem um sentido histórico. É como se a sociedade tivesse dito: a democracia voltou; agora elegemos nossos presidentes, governadores e prefeitos por voto direto; chegou a hora de acertar as contas com quem nos traiu, com quem traiu a nossa democracia, e ajudou a criar os obstáculos que impediram a juventude brasileira de ter vivido as alegrias e liberdades dos anos 60 e 70.

O Brasil ainda deve isso a si mesmo. Este ano, faz cinquenta anos que ocorreu um golpe de Estado, que instaurou um longo pesadelo totalitário no país. A nossa mídia, contudo, que hoje se traveste de paladina dos valores democráticos, esquece que foi justamente ela a principal assassina dos valores democráticos. E através de uma campanha sórdida e mentirosa, que enganou milhões de brasileiros, descreveu o golpe de 64 como um movimento democrático, como uma volta à democracia!

A ditadura enriqueceu a Globo, transformou os Marinho na família mais rica do país. E mesmo assim, eles patrocinam esquemas mafiosos de sonegação de imposto?

O caso da sonegação da Globo é emblemático, e deve ser usado como exemplo didático. Se o Brasil quiser combater a corrupção, terá que combater também a sonegação de impostos. Se estamos numa democracia, a família mais rica no país não pode ser tratada diferentemente de nenhuma outra. Se um brasileiro comum cometer uma fraude fiscal milionária e for pego pela Receita, será preso sem piedade, e seu caso será exposto publicamente.

Por que a Globo é diferente? A sonegação da Globo deve ser exposta publicamente, porque é uma empresa que sempre viveu de recursos públicos, é uma concessão pública, e se tornou um império midiático e financeiro após apoiar um golpe político que derrubou um governo eleito - uma ação pública, portanto.

Esperamos que a Polícia Federal cumpra sua função democrática de zelar pelo interesse público nacional. E esperamos também que as Comissões da Verdade passem a investigar com mais profundidade a participação das empresas de mídia nas atrocidades políticas que o Brasil testemunhou durante e depois do golpe de 64. Até porque sabemos que a Globo continuou a praticar golpes midiáticos mesmo após a redemocratização, recusando-se a dar visibilidade (e mentindo e distorcendo) às passeatas em prol de eleições diretas, manipulando debates presidenciais e, mais recentemente, tentando chancelar a farsa de um candidato (o episódio da bolinha de papel).

O Brasil se cansou de ser enganado e, mais ainda, cansou de dar dinheiro àquele que o engana. Se a Globo cometeu um grave crime contra o fisco, como é possível que continue recebendo bilhões em recursos públicos?

segunda-feira, 7 de março de 2016

GRAMPO FOI ENCONTRADO NA CASA DE LULA APÓS OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

por Kiko Nogueira7 de março de 2016


Porta arrombada no Instituto Lula

DCM - Uma das pessoas que estiveram no apartamento de Lula depois da operação da Polícia Federal na sexta-feira, dia 4, contou ao DCM que um grampo foi encontrado no sofá.

O dispositivo de escuta foi localizado após uma varredura no imóvel — algo realizado com frequência tanto na casa em São Bernardo do Campo quanto no Instituto Lula, no bairro do Ipiranga.

Não se sabe a procedência do grampo, quando exatamente ele foi instalado e se é legal — ou seja, autorizado por um juiz.

O delegado responsável pelo procedimento afirmou, em despacho para Sergio Moro, que bateu à porta do ex-presidente às 6h da manhã com um mandado de busca e apreensão e que a entrada dos agentes foi autorizada por Lula.

Luciano Flores escreveu que sugeriu a Lula que eles saíssem o mais rápido possível, “antes da chegada de repórteres” — como se os jornalistas não tivessem sido avisados na véspera e não estivessem de plantão.

Na segunda, dia 7, o Instituto Lula mostrou à imprensa alguns dos sinais da visita da PF: caixas reviradas e uma porta arrombada, cuja chave estava com uma funcionária.

“Bastava ter pedido”, afirmou o diretor da instituição, Celso Marcondes.

terça-feira, 1 de março de 2016

“A CORRUPÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS É PIOR DO QUE NO BRASIL E VOCÊS SÃO PESSIMISTAS”

 DCM ENTREVISTA HENRY MINTZBERG. POR PEDRO ZAMBARDA

por Pedro Zambarda de Araujo1 de March de 2016


Henry Mintzberg (1939 -)

Considerado uma mente brilhante do mundo empresarial, Henry Mintzberg tem 76 anos e é professor da universidade canandense McGill, em Montreal, desde 1968. Antes de conquistar reconhecimento como acadêmico nos cursos de administração, fez um doutorado na MIT Sloan School of Management em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts.

Publicou mais de 150 artigos destinados ao mundo dos negócios e 15 livros. Mintzberg concebe modelos organizacionais de companhias em seis partes: segmento estratégico, linha média de administração, operacionais, analistas técnicos, funcionários de suporte e ideologia empresarial.

No dia 3 de março Henry Mintzberg irá até Brasília para debater política com a ex-candidata e fundadora da Rede, Marina Silva. Vão conversar sobre seu novo partido e a atual situação brasileira. Na opinião do canadense, os brasileiros são excessivamente “pessimistas”, o programa Bolsa Família foi um grande passo no combate à desigualdade social e a corrupção norte-americana é pior do que a nossa.

Mintzberg defendeu em um artigo publicado em seu blog no dia 18 de fevereiro de 2016 a diferença entre os corruptos americanos e brasileiros. “A corrupção no Brasil é criminalizada e ela pode ser processada. A maior parte da corrupção encarada pelos Estados Unidos é legal, e seus perpetradores não podem sofrer sanções da Justiça”, diz o estudioso do mundo dos negócios, citando o caso da Petrobras.

De acordo com a Transparência Internacional, o escândalo da Petrobras é o segundo maior do mundo. No entanto, a legalização do lobby e do financiamento empresarial norte-americano tornaria teoricamente mais difícil a apuração da corrupção, que pode acontecer livremente e sem interferência jurídica segundo Mintzberg.

Em seu livro “Renovação Radical”, lançado em português em 2015, o acadêmico defende que os brasileiros trazem um equilíbrio entre iniciativas públicas, privadas e plurais – sendo a última vinda de ONGs, associações mistas e cooperativas – que tornam a sociedade mais eficiente.

Para entender melhor a opinião dele, o DCM conversou com Henry Mintzberg por telefone antes de sua visita ao Brasil.

O que você acha da Operação Lava Jato? Ela está fazendo um bom trabalho? A presidência de Dilma Rousseff está prejudicada de maneira irreversível?

Não sou capaz de julgar judicialmente as ações, mas vocês no Brasil ao menos estão processando os acusados. Nos Estados Unidos, o financiamento privado de campanhas está dentro da lei. Todos podem doar para campanhas políticas. Já no país de vocês, a Suprema Corte diz que isso não pode acontecer e que as fontes precisam ser investigadas. Vocês ao menos estão lidando com isso, mas eu sou incapaz de avaliar os efeitos imediatos.

Eu comparei a corrupção entre americanos e brasileiros e acho que os EUA são piores nisso. A corrupção nos Estados Unidos é pior do que no Brasil, porque lá ela é legal.

As investigações da Lava Jato e os casos de corrupção não contribuem para acentuar a crise econômica brasileira?

São muitos fatores que afetam o Brasil e sua economia, sendo alguns deles de fora do país. Temos o preço do petróleo, a depreciação das commodities e tudo isso afeta tanto quanto os problemas das empresas envolvidas nas investigações.

Governos populares não são mais visados em investigações do que os conservadores?

Todos os governos envolvidos em investigações ficam em apuros, mas você quer saber uma coisa? O Brasil ainda tem problemas de desigualdades piores do que muitos países, mas vocês estão melhorando no combate a estes problemas, que são muito sérios. A desigualdade está diminuindo para os brasileiros e está aumentando em outras nações. Ao menos os brasileiros estão lidando com uma questão séria.

Lindando contra a desigualdade econômica também?

As desigualdades para vocês estão ficando menores, sim. No caso dos americanos, isso está piorando muito.

Você pode citar exemplos de como isso aumenta hoje nos Estados Unidos?

A economia americana é vigorosa por conta de seu empreendedorismo robusto. Eles têm todo o tipo de novas empresas agressivas, do Google até a Amazon. Mas a sociedade dos EUA está com um grande problema, embora os índices econômicos não estejam tão mal.

Qual é o problema deles, em sua opinião? É com as minorias e com a recepção de pessoas de fora do país?

Eles realmente têm muitas complicações. Desde o sistema penitenciário, que aprisiona muito e injustamente, até o uso intenso de drogas, o boom de pessoas obesas… A sociedade americana hoje está mal formatada.

Políticos de sociedades como a Suécia, Finlândia e outros países da Escandinávia podem ser um exemplo para o Brasil e para os EUA ou estão muito distantes?

Acho que podem ser um exemplo para o resto do mundo, mas também acho que o Brasil pode inspirar outros países. Os brasileiros tem o terceiro setor, formado por ONGs e organizações mistas entre público e privado, mais vigoroso que eu tenho conhecimento. Isso pode ser exemplar globalmente.

Eu falo disso pelo sucesso de iniciativas como o Bolsa Família. Falo de economia participativa em Porto Alegre e das oportunidades que vocês ainda têm com o etanol. Todas essas coisas não são encontráveis em muitos outros países.

E, além do etanol, temos o pré-sal, não é?

Há muitas coisas boas no Brasil e o petróleo de vocês é muito importante. As economias escandinavas que você me listou são as mais democráticas do mundo, mas quer saber uma coisa? Elas são todas pequenas. Todos os cinco países da Escandinávia e a Suíça estão no topo dos rankings de democracia e, depois deles, a primeira nação grande que aparece é o Canadá. É a sexta maior. A relação é desigual neste aspecto.

Você falou que visitará Marina Silva no Brasil durante o dia 3 de março. O que você sabe da campanha dela em 2014? Vão discutir sobre ecologia e energias renováveis?

Não sei muito sobre política brasileira e seus detalhes, mas ela quer conversar comigo sobre seu movimento e eu quero ouvi-la.

Você gostaria de falar algo aos brasileiros neste momento de crise econômica, com desemprego subindo e problemas empresariais?

Acho que o Brasil deveria dar um passo para trás, observar e entender que existem sim coisas maravilhosas acontecendo no país de vocês.

Somos então muito pessimistas com a sociedade que temos hoje?

Vocês são bastante pessimistas, sim. Por todos estes motivos que conversamos, o Brasil é o país mais interessante para mim neste momento.

A saúde das economias emergentes


Luiz Inácio Lula da Silva

Nos últimos meses têm surgido na mídia internacional alguns juízos apressados e superficiais sobre um inevitável declínio econômico dos chamados países emergentes e a sua suposta “fragilidade”.

Os que pensam assim não compreendem o alcance das transformações que o mundo viveu nas últimas décadas e o verdadeiro significado do salto histórico que deram países como a China, a Índia, o Brasil, a Turquia e a África do Sul, entre vários outros. Não percebem que a economia desses países, além de crescer de modo extraordinário, passou também por uma mudança de qualidade. Tornou-se mais diversificada, eficiente e profissional. E muito mais rigorosa e prudente do ponto de vista macroeconômico, sobretudo no que se refere às políticas fiscal e monetária. Não levam em conta que os países emergentes, com tremendo esforço e determinação, reduziram sistematicamente a sua vulnerabilidade interna e externa e agora estão muito mais aptos a enfrentar as oscilações econômicas globais. Por isso, quem os avalia por critérios superados, de décadas atrás – os estereótipos sobre as eternas mazelas do “terceiro mundo”– acaba subestimando a sua solidez e o seu potencial de crescimento.

Até pelos erros de avaliação cometidos na véspera da crise de 2008, quando grandes empresas norte- americanas e europeias à beira da falência eram consideradas por muitos analistas como modelo de solidez e competência, penso que seria recomendável maior objetividade nos diagnósticos e, principalmente, nos prognósticos.

Um dos principais ensinamentos a tirar da crise, que não surgiu nas nações em desenvolvimento, mas nos países mais ricos do planeta, é que as opiniões sobre as economias e o destino dos países devem evitar tanto o elogio inconsistente quanto o alarmismo sem fundamento. A busca equilibrada da verdade é sempre o melhor caminho. E isso supõe examinar de perto, meticulosamente, sem preconceitos nem velhos clichês, a economia real de cada país.

Os países emergentes, obviamente, não estão nem nunca estiveram isentos de desafios. Integrados ao mercado mundial, tem que lidar com as consequências de um maior ou menor dinamismo da economia global. Mas hoje não dependem exclusivamente das exportações que, apesar da crise, mantiveram um volume muito expressivo. Os países emergentes criaram fortes mercados internos, ainda com enorme horizonte de expansão. A retomada dos Estados Unidos e da Europa não torna essas economias menos atrativas para o investimento estrangeiro, que continua a chegar em grande quantidade. As economias desenvolvidas precisam, mais do que nunca, de mercados ainda elásticos para a sua produção, e esses mercados estão principalmente na Ásia, na América Latina e na África. Sem falar que o crescimento norte-americano e europeu tende a favorecer o conjunto do comércio mundial.

A queda no ritmo de crescimento dos emergentes costuma ser exemplificada com a situação da China, que chegou a crescer 14 por cento ao ano e hoje cresce em torno de 7%. É evidente que, com a desaceleração dos países ricos, a China não poderia manter a mesma velocidade de expansão. O que se esquece, porém, é que 10 anos atrás o PIB da China era de cerca de 1.6 trilhão de dólares e hoje é de quase 9 trilhões de dólares. A taxa de crescimento é menor, mas sobre uma base muitíssimo maior. Além disso, deixou de ser um país quase que exclusivamente exportador, para desenvolver também o seu mercado interno, o que demanda novas importações. Por outro lado, graças à imensa poupança e acúmulo de reservas, a China passou a ser uma importante fonte de investimentos externos na Ásia, na África e na América Latina.

Embora sejam economias menores do que a China, os outros emergentes, com diferentes ritmos de crescimento – mas sempre crescendo – também apresentam boas perspectivas.

É o caso do Brasil, que está sabendo ajustar-se ao novo cenário internacional e tem condições concretas não só de manter as suas conquistas econômicas e sociais, mas de continuar avançando.

Os dados da economia brasileira falam por si. No último decênio, o Brasil conseguiu tornar-se em vários aspectos um novo país. O PIB, que em 2003 era de 550 bilhões de dólares, hoje supera os 2.1 trilhões. Somos hoje a sétima economia do mundo. O comércio externo passou de 119 bilhões de dólares anuais em 2003 para 480 bilhões em 2013. O país tornou-se um dos seis maiores destinos de investimento externo direto, recebendo 63 bilhões de dólares só no ano passado, de acordo com as Nações Unidas. É grande produtor de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; e líder mundial em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.

Baixamos a inflação de 12.5 por cento em 2002 para 5.9 por cento em 2013. Há dez anos consecutivos ela permanece dentro dos limites estabelecidos pela autoridade monetária, mesmo com a aceleração do crescimento. Reduzimos a divida pública líquida praticamente à metade; de 60.4 por cento do PIB para 33.8 por cento. Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2.5 por cento, o melhor desempenho entre as grandes economias. E a Presidenta Dilma Rousseff anunciou o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da divida em 2014.

Com 376 bilhões de dólares em reservas, dez vezes mais do que em 2002. Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas ajustando o câmbio sem turbulências nem artifícios.

Esses resultados poderiam ter sido ainda melhores, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do FED. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil cresceu 2.3 por cento no ano passado, um dos melhores resultados dentre os países do G-20 que já divulgaram os indicadores de 2013.

O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo, segundo a OIT, destruiu 62 milhões de empregos, o Brasil criou 10.5 milhões de novos postos de trabalho. A taxa de desemprego é a menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.

Há uma década o país trabalha ativamente para ampliar e modernizar a sua infraestrutura. Aumentamos a capacidade energética de 80 mil MW para 122 mil MW e estamos construindo três hidrelétricas de grande porte. Além disso, o governo lançou um vasto programa de concessões de portos, aeroportos, rodovias, hidrovias e distribuição e geração de energia no valor de mais de 170 bilhões de dólares.

Recentemente estive com investidores globais, em Nova Iorque, mostrando como o Brasil se prepara para dar passos ainda maiores na nova etapa da economia mundial. Pude comprovar que eles tem uma visão ao mesmo tempo realista e positiva do país e do seu potencial de crescimento. Seguirão investindo no Brasil e, com certeza, terão bons resultados, crescendo junto com o nosso povo.

O novo papel que os países emergentes assumiram na economia global não é algo efêmero, transitório. Eles vieram para ficar. A sua força evitou que o mundo mergulhasse, a partir de 2008, numa recessão generalizada. E não será menos importante para que a economia global volte a ter um ciclo de crescimento sustentado.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Veja 11 grandes filmes para que você possa entender melhor a ditadura militar no Brasil

www.amodireito.com.br | 03 fevereiro, 2016 | Siga-nos no Periscope @amoDireito

http://goo.gl/H649Qe | Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos. Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período.

Embora a produção de filmes sobre o assunto tenha crescido mais recentemente, é possível encontrar obras realizadas durante o próprio regime militar, muitas vezes sob a condição de alegoria. “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, é um dos mais famosos, retratando as disputas políticas num país fictício. Mais corajoso do que Glauber foi seu conterrâneo baiano Olney São Paulo, que registrou protestos de rua e levou para a tela em forma de parábola, o que olhe custou primeiro a liberdade e depois a vida.
Os onze filmes que compõem esta lista, se não são os melhores, fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura brasileira.


1. MANHÃ CINZENTA (1968)Olney São Paulo – Em plena vigência do AI-5, o cineasta-militante Olney São Paulo dirigiu este filme, que se passa numa fictícia ditadura latino-americana, onde um casal que participa de uma passeata é preso, torturado e interrogado por um robô, antecipando o que aconteceria com o próprio diretor. A ditadura tirou o filme de circulação, mas uma cópia sobreviveu para mostrar a coragem de Olney São Paulo, que morreu depois de várias sessões de tortura, em 1978.


2. PRA FRENTE, BRASIL (1982)Roberto Farias – Um homem comum volta para casa, mas é confundido com um “subversivo” e submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes. Este é um dos primeiros filmes a tratar abertamente da ditadura militar brasileira, sem recorrer a subterfúgios ou aliterações. Reginaldo Faria escreveu o argumento e o irmão, Roberto, assinou o roteiro e a direção do filme, repleto de astros globais, o que ajudou a projetar o trabalho.


3. NUNCA FOMOS TÃO FELIZES (1984)Murilo Salles – Rodado no último ano do regime militar, a estreia de Murilo Salles na direção mostra o reencontro entre pai e filho, depois de oito anos. Um passou anos na prisão; o outro vivia num colégio interno. Os anos de ausência e confinamento vão ser colocados à prova num apartamento vazio, onde o filho vai tentar descobrir qual a verdadeira identidade de seu pai. Um dos melhores papéis da carreira de Claudio Marzo.


4. CABRA MARCADO PARA MORRER (1984)Eduardo Coutinho – A história deste filme equivale, de certa forma, à história da própria ditadura militar brasileira. Eduardo Coutinho rodava um documentário sobre a morte de um líder camponês em 1964, quando teve que interromper as filmagens por causa do golpe. Retomou os trabalhos 20 anos depois, pouco antes de cair o regime, mesclando o que já havia registrado com a vida dos personagens duas décadas depois. Obra-prima do documentário mundial.


5. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (1997)Bruno Barreto – Embora ficcionalize passagens e personagens, a adaptação de Bruno Barreto para o livro de Fernando Gabeira, que narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda, tem seus méritos. É uma das primeiras produções de grande porte sobre a época da ditadura, tem um elenco de renome que chamou atenção para o episódio e ganhou destaque internacional, sendo inclusive indicado ao Oscar.


6. AÇÃO ENTRE AMIGOS (1998)Beto Brant – Beto Brant transforma o reencontro de quatro ex-guerrilheiros, 25 anos após o fim do regime militar, numa reflexão sobre a herança que o golpe de 1964 deixou para os brasileiros. Os quatro amigos, torturados durante a ditadura, descobrem que seu carrasco, o homem que matou a namorada de um deles, ainda está vivo –e decidem partir para um acerto de contas. O lendário pagador de promessas Leonardo Villar faz o torturador.


7. CABRA CEGA (2005)Toni Venturi – Em seu melhor longa de ficção, Toni Venturi faz um retrato dos militantes que viviam confinados à espera do dia em que voltariam à luta armada. Leonardo Medeiros vive um guerrilheiro ferido, que se esconde no apartamento de um amigo, e que tem na personagem de Débora Duboc seu único elo com o mundo externo. Isolado, começa a enxergar inimigos por todos os lados. Belas interpretações da dupla de protagonistas.


8. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS (2006)Cao Hamburger – Cao Hamburger, conhecido por seus trabalhos destinados ao público infantil, usa o olhar de uma criança como fio condutor para este delicado drama sobre os efeitos da ditadura dentro das famílias. Estamos no ano do tricampeonato mundial e o protagonista, um menino de doze anos apaixonado por futebol, é deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa do avô. Enquanto espera a volta deles, o garoto começa a perceber o mundo a sua volta.


9. HOJE (2011)Tata Amaral – Os fantasmas da ditadura protagonizam este filme claustrofóbico de Tata Amaral. Denise Fraga interpreta uma mulher que acaba de comprar um apartamento com o dinheiro de uma indenização judicial. Cíclico, o filme revela aos poucos quem é a protagonista, por que ela recebeu o dinheiro e de onde veio a misteriosa figura que se esconde entre os cômodos daquele apartamento. Denise Fraga surpreende num papel dramático.


10. TATUAGEM (2013)Hilton Lacerda – A estreia do roteirista Hilton Lacerda na direção é um libelo à liberdade e um manifesto anárquico contra a censura. Protagonizado por um grupo teatral do Recife, o filme contrapõe militares e artistas em plena ditadura militar, mas transforma os últimos nos verdadeiros soldados. Os soldados da mudança. Irandhir Santos, grande, interpreta o líder da trupe. Ele cai de amores pelo recruta vivido pelo estreante Jesuíta Barbosa, que fica encantado pelo modo de vida do grupo.


11. BATISMO DE SANGUE (2007)Apesar do incômodo didatismo do roteiro, o longa é eficiente em contar a história dos frades dominicanos que abriram as portas de seu convento para abrigar o grupo da Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Carlos Marighella. Gerando desconfiança, os frades logo passaram a ser alvo da polícia, sofrendo torturas físicas e psicológicas que marcaram a política militar. Bastante cru, o trabalho traz boas atuações do elenco principal e faz um retrato impiedoso do sofrimento gerado pela ditadura.

Fonte: Pragmatismo Político

Os 11 princípios do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels

Qualquer semelhança com as práticas da mídia golpista brasileira é mera coincidência...

Jornal GGN





Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:

1.- Princípio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem. Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em notícias sendo estas replicadas pela “imprensa oficial’.

7.-Princípio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Princípio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Princípio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral apoderando-se do sentimento produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência....