sábado, 20 de fevereiro de 2016

PARA NASSIF, A LAVA JATO É UMA CONSPIRAÇÃO

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Privacidade da família de Lula é violada mais uma vez

Instituto Lula 13/02/2016 18:38 

A propósito de notícias requentadas pela revista Veja deste final de semana, o Instituto Lula esclarece:

1) A legislação brasileira (Lei 8.394/91 e Decreto 4.344/2002) determina que os ex-presidentes são responsáveis pela guarda e preservação do acervo que acumularam no exercício do cargo.

2) O artigo 3o. do Decreto 4.344/02 define: “Os acervos documentais privados dos presidentes da República são os conjuntos de documentos, em qualquer suporte, de natureza arquivística, bibliográfica e museológica, produzidos sob as formas textual (manuscrita, datilografada ou impressa), eletromagnética, fotográfica, filmográfica, videográfica, cartográfica, sonora, iconográfica, de livros e periódicos, de obras de arte e de objetos tridimensionais.”

3) Ao final de seu governo, a Presidência da República providenciou triagem e entrega do acervo documental privado do ex-presidente Lula, da mesma forma como procedeu com seus antecessores, nos termos da lei 8.394/91 e do decreto 4.344/2002.

4) Parte deste acervo está em processo de catalogação e tratamento para cumprir a legislação, em projetos coordenados pelo Instituto Lula, a exemplo do que é feito com o acervo privado de outros ex-presidentes brasileiros.

5) Parte dos objetos pessoais do ex-presidente Lula foi levada para o apartamento de São Bernardo, onde ele já residia antes de ser eleito e continua residindo. E parte foi levada para o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, com o consentimento dos proprietários, que são amigos de Lula e de sua família há décadas. Tudo feito de forma oficial e registrada.

6) Mais uma vez a privacidade da família do ex-presidente foi violentada, na tentativa sistemática de associá-lo a processos em que ele não é investigado nem sequer nomeado. O referido noticiário é apenas um capítulo a mais da ruidosa guerra que os grandes meios de comunicação movem contra o ex-presidente desde 2002. Lula sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil, antes, durante e depois de ser presidente da República.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Quer dormir melhor? Coma melhor

Quer dormir melhor? Coma melhor: Se você anda com o sono leve e perturbado, a razão pode estar não só no que você come à noite, mas na sua dieta como um todo.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Nobel da paz fala sobre o Bolsa Família

O ativista indiano Kailash Satyarthi é reconhecido mundialmente como um dos principais porta-vozes da luta contra o trabalho infantil. Uma de suas missões, que libertou 80 mil crianças em situação de escravidão na Índia, foi reconhecida, em 2014, com o Prêmio Nobel da Paz, ao lado da paquistanesa Malala Yousafzai.
Em visita ao Brasil, o ativista participou de reuniões com ministros e autoridades. Na última quinta-feira (4), Satyarthi teve um encontro com a presidenta Dilma Rousseff para discutir novas ações contra o trabalho infantil e sugeriu que o Brasil encabece uma conferência entre os países do Brics, para debater a sustentabilidade na pauta da infância.

O indiano se declarou parceiro do País e fã das políticas públicas brasileiras de inclusão social e combate à pobreza. “O Bolsa Família não é simplesmente um programa de desenvolvimento, é a democratização do poder e o empoderamento da população pobre. Mais importante que isso, ele cria esperança na parcela mais pobre da sociedade”, disse, em entrevista exclusiva ao Portal Brasil, no Palácio do Planalto.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

- O que levou o Sr. a trabalhar com o tema do trabalho infantil?

- Kailash Satyarthi: Era muito apaixonado desde a minha própria infância sobre o assunto. Quando tinha cerca de cinco anos, vi um garoto sapateiro trabalhando no portão da minha escola. Era meu primeiro dia de escola e fiquei chocado. Perguntei aos meus professores, aos meus amigos e todo mundo disse ‘ah, são crianças pobres e estão trabalhando’, como se não tivesse nada fora do comum. Depois de uma semana, fui àquela criança sapateira e perguntei ao seu pai: “por que você não manda seu filho à escola?”. Ele respondeu que nunca tinha conversado sobre isso. Ele disse que seu pai, seu avô e ele, todos começaram a trabalhar na infância, e assim seria com seu filho. Ele disse para mim que, talvez eu não soubesse, mas eles eram obrigados a trabalhar. Essa foi a resposta dele, mas foi um desafio para mim durante toda a minha vida. Por que algumas crianças eram obrigadas a trabalhar, aos custos da sua educação, saúde, liberdade, infância e isso deveria ser aceitável? Comecei a pensar nisso e a enxergar o mundo com um olhar diferente. Fiz graduação, me tornei um engenheiro e dei aulas na universidade. Mas finalmente segui meu coração, deixei minha carreira e comecei a trabalhar com esse assunto. Foi um pouco difícil, porque não tinha exemplos no meu país para aprender a lutar. Principalmente porque ele não é, muitas vezes, visto como um problema. Mas, aos poucos, as pessoas foram enxergando essa questão não simplesmente como a pobreza, e sim a negação de direitos, dignidade e liberdade. Isso não é negociável.

- Quais iniciativas brasileiras considera exitosas no combate ao trabalho infantil?

- Satyarthi: Penso que a iniciativa mais bem-sucedida, definitivamente, é o Bolsa Família, porque junta diferentes aspectos da infância. Desse modo, a criança não é vista isoladamente. Ela é vista como parte de uma família. A educação, a saúde, a erradicação da pobreza e má nutrição, tudo isso é contemplado em um só programa, e é muito impressionante – e isso tudo condiciona a transferência de renda. Aquele dinheiro é dado às mães de filhos que estão indo à escola e os que estão recebendo atenção de saúde. O Brasil tem uma legislação muito mais progressista contra o trabalho infantil e trabalho forçado do que os padrões internacionais. O Brasil dá exemplo nesse quesito e deve ser seguido por outros países.

- O Sr. acredita que iniciativas parecidas podem ser utilizadas em países semelhantes ao Brasil, como a própria Índia?

- Satyarthi: A Índia também tem esse problema, mas nós tivemos progresso ao longo dos anos. Não é só o crescimento da economia, tecnologia de informação e engenharia. É igualmente importante o fato de termos constituído o direito legal à educação. Temos leis específicas para garantir educação gratuita para todas as crianças. E pudemos assistir à redução do trabalho infantil de 12,5 milhões de crianças, há dez anos, para cerca de quatro milhões agora. Houve progresso, mas esses países como a Índia, Brasil, África do Sul, Rússia, todos esses países do Brics e semelhantes, têm demonstrado liderança em diversas formas. Apesar de todas as dificuldades e desafios que eles têm enfrentado por dentro e fora, suas vozes agora são ouvidas. E eles deveriam tomar a liderança e mostrar a todo o mundo que conseguimos achar soluções. Mas é necessário demonstrar suas práticas, garantir que elas funcionem de forma adequada, para mostrar que os problemas relacionados à infância estão resolvidos e serem modelos para todo o mundo. Eles devem ser os porta-vozes para o resto do planeta e falarem alto: priorizem as crianças, gastem mais verba com a infância e a educação infantil, garantam sua proteção e saúde, e as políticas serão mais integradas.

- O Sr. elencou o Bolsa Família como sendo a principal política pública brasileira contra o trabalho infantil. O programa é alvo de muitas críticas no País. Por que você acha que essas críticas existem?

- Satyarthi: Qualquer tentativa de mudar o status quo da sociedade sempre irá encarar críticas. O criticismo contra o Bolsa Família não é uma coisa nova. Aqueles que sentem que controlam o poder das terras, o poder do dinheiro e o poder do lucro se sentem ameaçados. Porque agora, com o Bolsa Família, o poder está sendo descentralizado. O Bolsa Família não é simplesmente um programa de desenvolvimento, é a democratização do poder e o empoderamento da população pobre. Mais importante que isso, ele cria esperança na parcela mais pobre da sociedade. Eles se sentem empoderados e algumas pessoas não gostam disso.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O que ainda mantém Cardozo no governo?


Jornalista, editor do Blog do Bepe

30 de Junho de 2015

A atuação do ministro José Eduardo Cardozo à frente do Ministério da Justiça é um daqueles enigmas capazes de devorar quem não for capaz de decifrá-lo. Se a Polícia Federal se transformou num monstro antirrepublicano completamente fora de controle, como todas as evidências apontam, o ministro a quem a PF deve obediência e subordinação tem de ser demitido em nome da preservação da hierarquia. No seu lugar, deve entrar alguém com capacidade para pôr o guizo no gato, freando as ações pirotécnicas e midiáticas da PF contra o PT, enquanto poupa adversários do governo. Contudo, permanece o mistério: por que será que o ministro Cardozo ainda não foi afastado pela presidenta Dilma?

Para complicar ainda mais esse imbróglio, dizem que o ministro goza da confiança irrestrita de Dilma. Ficamos combinados, então, que a presidenta da República prestigia e fortalece um auxiliar responsável por seguidas ações seletivas da PF sobre integrantes do seu governo e aliados? Esquizofrenia pura. No mínimo, Dilma teria de cobrar isonomia da PF entre petistas, gente dos governos estaduais do PSDB e demais membros da oposição. Mas não. Vive a elogiar as ações do PF. É como se um técnico de futebol enaltecesse um jogador seu que só faz gol contra, mas poupa a meta adversária.

Enquanto o governador Pimentel e sua esposa são vítimas de uma operação arbitrária e sem pé nem cabeça da PF, até hoje não se sabe porque um helicóptero carregado de cocaína pertencente a um aliado de Aécio Neves não mereceu a mesma atenção dos federais. Nem porque nenhum envolvido no Trensalão tucano de São Paulo foi incomodado pela "faxina ética" da PF.

Tesoureiros de todos os partidos receberam doações de empreiteiras. No entanto, para a PF, só as recebidas pelo PT são ilegais. Por isso, entre os responsáveis pelas finanças de todos os partidos, apenas o petista João Vaccari Neto está preso. No mundo do marketing político, advinha quem foi o único profissional a ser ameaçado de indiciamento pela PF? Claro, João Santana, responsável pela campanha de Lula em 2006 e Dilma em 2010 e 2014.

Se não tiver petista na história, tudo passa batido. Delegados da PF veem indícios contra Lula devido à contribuição de empreiteiras ao seu instituto, mas são cegos ao forte apoio financeiro das mesmas empreiteiras ao instituto de FHC. Eduardo Cunha, Aloysio Nunes Ferreira e Anastasia, por exemplo, sabem que jamais serão alvo de uma ação da PF. Afinal, são oposicionistas. E quem é de oposição está protegido contra este tipo de problema.

O reaparelhamento da PF e suas tão propaladas autonomia e independência, obra e graça dos governos Lula e Dilma, não vêm servindo ao estado de direito democrático. Ao contrário, atentam contra a democracia, na medida em que usam e abusam de uma melhor estrutura em termos de equipamentos, tecnologia e recursos humanos para servir a interesses partidários e contribuir para interromper o mandato constitucional da presidenta Dilma.

Há poucos dias, li uma importante matéria do Luis Nassif, no GGN, na qual o jornalista examina as entranhas da rebelião da PF contra o PT. Nassif aponta como principal causa para o antipetismo visceral e o ativismo tucano que grassa na instituição a colaboração do governo Lula para que as operações Castelo de Areia e Satiagraha, que fisgava tucanos graúdos, acabassem anuladas pelos tribunais superiores.

Sendo assim, a situação ganha contornos ainda mais absurdos. Pataquadas do republicanismo petista com efeito bumerangue à parte, como admitir que a chefe do Poder Executivo e seu ministro de Estado de Justiça tolerem que subordinados que dirigem a PF orientem suas atuações pela sede de vingança contra um determinado partido político? Como permitir que a PF avance tantas casas no caminho da degeneração até tornar-se braço do estado em articulações golpistas?

Em tempo: que fim levou o inquérito que o ministro Cardozo disser ter aberto contra delegados da PF flagrados fazendo campanha para Aécio nas redes sociais, nas eleições do ano passado?