segunda-feira, 19 de março de 2012

Demóstenes vira vidraça no DEM por ligação sigilosa com Carlinhos Cachoeira

Do Correio do Brasil
15/3/2012 11:40, Por Redação - de Brasília



O senador Demóstenes Torres tinha uma 'linha quente' para falar com o bicheiro

A notícia de que o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, habilitou em

Miami 15 aparelhos de rádio, da marca Nextel, e os distribuiu entre pessoas de sua mais estrita confiança, sendo uma delas o senadorDemóstenes Torres (DEM-GO), servirá de base para a instalação de um processo disciplinar contra o parlamentar da ultradireita, que poderá terminar expulso da legenda, a exemplo do ex-governador de Brasília José Roberto Arruda, que caiu após o Escândalo dos Panettones. Documento da 11ª Vara da Justiça Federal, em Goiás, vazado para a revista Época, que integra o conjunto de veículos de comunicação da Rede Globo, revela que o propósito deCachoeira, segundo a Polícia Federal, era evitar que escutas telefônicas, legais ou ilegais, captassem suas conversas com os comandantes de uma rede de exploração ilegal de máquinas caça-níqueis em Goiás e na periferia de Brasília.

Nos relatórios da investigação, o grupo contemplado com os rádios é chamado de “14 + 1”. Entre os 14, há foragidos e os que foram presos com Carlinhos Cachoeira durante a Operação Monte Carlo, da PF. O “1” é o senador Demóstenes Torres, diz a revista.

Conversa reservada
A revista também ouviu o senador Demóstenes, em seu gabinete no Senado. “Ele estava acompanhado de seu advogado Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay. Indagado se havia recebido um aparelho de rádio para conversas exclusivas com Cachoeira, Demóstenes pediu licença para ter uma conversa reservada com seu advogado antes de responder à pergunta. Cinco minutos depois, disse à reportagem que, por recomendação do advogado, não faria declarações sobre o assunto. A interlocutores, no entanto, o senador goiano confirmou que recebeu o aparelho de Cachoeira, que foi usado exclusivamente em conversas entre os dois. Segundo Demóstenes, nos quase 300 diálogos com Cachoeira, gravados pela Polícia Federal com ordem judicial, não há nada que o comprometa”, afirma o texto da reportagem.

“São conversas entre amigos, só há trivialidades”, teria dito o parlamentar aos repórteres.

Tais escutas permitiram que os investigadores descobrissem que Cachoeira deu a Demóstenes uma geladeira e um fogão importados como presente de casamento, dos quais o líder do DEM no Senado não pretende abrir mão.

Segundo a investigação, Carlinhos Cachoeira resolveu habilitar os 15 rádios Nextel em Miami porque “arapongas lhe asseguraram que, assim, eles escapariam de grampos telefônicos. Segundo o Ministério Público Federal, Cachoeira seguiu orientação do delegado da Polícia Federal Fernando Byron e do ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, também presos na Operação Monte Carlo”, acrescenta a reportagem.

“Para azar deles e sorte da sociedade, a Polícia Federal conseguiu realizar a interceptação telefônica. E isso mudou todo o rumo da investigação”, afirmou o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, na decisão judicial que autorizou a operação Monte Carlo, na qual Demóstenes foi flagrado.

domingo, 18 de março de 2012

Dilma desautoriza opiniões sobre Argentina a ela atribuídos

SIP divulga nota à imprensa

Posted: 16 Mar 2012 09:25 AM PDT

Nota à imprensa

A Presidenta Dilma Rousseff desautoriza comentários feitos, em seu nome, por terceiros, sobre a situação econômica da Argentina.

A Presidenta não opina sobre assuntos internos de outros países, menos ainda de um país amigo e irmão, como a República Argentina.

A Presidenta Rousseff reitera sua amizade por Cristina Fernández de Kirchner e sua confiança nos rumos que a mandatária argentina vem imprimindo a seu país.

Secretaria de Imprensa da Presidência da República

terça-feira, 6 de março de 2012

PT pede CPI contra tucanos em São Paulo

O Estado de S.Paulo

Os deputados do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo protocolaram terça-feira pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades na licitação, controle e execução de contratos realizados pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para construção, reforma e reparos em unidades escolares entre 2007 e 2011. O requerimento é subscrito por 33 parlamentares, entre eles 6 da base aliada do governo.

A FDE é presidida por José Bernardo Ortiz, condenado pela Justiça a devolver R$ 1,5 milhão aos cofres de Taubaté (SP) por aquisição supostamente irregular de tubos de rede de esgoto quando exercia o cargo de prefeito daquele município.

Auditorias do Tribunal de Contas do Estado dão sustentação ao pedido - a CPI da FDE terá que entrar na fila porque outras comissões estão em curso. Naquele período (2007/2011), a FDE gastou cerca de R$ 8 bilhões "sem que houvesse a necessária discriminação da finalidade e descrição do objetivo".

Enio Tatto, líder da bancada petista, afirma que Ortiz foi convidado quatro vezes e convocado uma para depor à Comissão de Fiscalização e não atendeu.

A FDE destacou que "tem prestado informações regularmente ao TCE e seguido todas as recomendações de seus conselheiros na aplicação de recursos no apoio às atividades da rede estadual de ensino". A Fundação assinalou que suas contas de 2011 ainda não foram solicitadas pelo TCE. "No caso de 2010, estão sendo prestadas as informações complementares solicitadas. As de 2009 estão devidamente instruídas e aguardam julgamento. Todos os exercícios até 2008 já foram aprovados pelo TCE. A FDE está à disposição do Poder Legislativo para os esclarecimentos que forem necessários."